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LEGISLATIVO
Oposição quer esquentar os debates na Câmara

Com previsão para durar entre dez e quinze dias, o período extraordinário na Câmara do Recife começou ontem. A partir de hoje, portanto, começa a tramitação dos sete projetos enviados pelo prefeito Roberto Magalhães (PFL) para apreciação dos vereadores. Com a convocação extra, cada parlamentar receberá R$ 4,5 mil de jeton, resultando num custo de R$ 184 mil aos cofres municipais.

Somente ontem, com a abertura dos trabalhos legislativos, os vereadores de oposição tomaram conhecimento oficial da pauta enviada pelo Executivo. Para montar uma estratégia de apreciação, os seis parlamentares que compõem a bancada vão se reunir hoje. "Quando havia um bom clima com o prefeito, recebíamos os projetos antes. Mas, agora, a orientação da Prefeitura é `tratorar' a oposição", criticou o líder da oposição, vereador Waldemar Borges (PPS).

Apesar da manifestação dos oposicionistas, o prefeito não deve encontrar dificuldades na aprovação das matérias, uma vez que conta com uma bancada integrada por 32 vereadores dos mais variados partidos. "Não acredito que teremos problemas", previu o líder do Governo, vereador Romildo Gomes (PFL).

Mas a oposição promete esquentar o debate. "Em algumas matérias poderemos precisar convocar secretários para explicações", ponderou Dilson Peixoto (PT), assinalando que matérias como a que pede autorização para substituir o manguezal da área do Complexo Joana Bezerra exigirão maiores debates.

Além desse projeto, a Prefeitura enviou a matéria que institui a área temporária de reurbanização do Cais José Estelita; a que altera os prazos de parcelamento de tributos; a que modifica o Fundo de Revitalização do Bairro do Recife; que pede autorização para a URB a doar terreno ao Núcleo de Apoio à Criança com Câncer; que desafeta terreno em favor da Paróquia de Santa Luzia; e a que denomina João Cabral de Melo Neto a via pública que ligará San Martin à Avenida Recife.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.01.2000
Terça-feira