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PROPAGANDA
Arquidiocese quer limitar uso da imagem do Cristo Redentor

RIO – O cardeal-arcebispo do Rio, dom Eugenio Sales, estuda a possibilidade de ingressar na Justiça para impedir a veiculação de comerciais que utilizem a imagem da estátua do Cristo Redentor. “Estamos fazendo um apelo às agências para que retirem do ar esses anúncios”, afirmou o advogado da Arquidiocese, Antônio Passos. “Mas, se isso não acontecer, vamos entrar na Justiça”, anunciou. Um dos comerciais de TV que atualmente exibem a estátua é o da cerveja Schincariol. Um outdoor da Pepsi-Cola também utiliza a imagem como pano de fundo para sua campanha.

Embora o Cristo Redentor apareça nas peças publicitárias apenas para ilustrar a beleza da cidade, o teólogo da Igreja Católica dom Estevão Bettencourt, explicou que a imagem de Cristo não pode ser associada a idéias profanas, nem servir para vender qualquer tipo de produto. “A propaganda associa muitas vezes a estátua a imagens indecorosas e até à pornografia”, justificou. “Além disso, não se pode equiparar Cristo a garotos-propaganda, como Ronaldinho ou Pelé”.

O advogado Antônio Passos explicou ainda que, de acordo com contrato firmado entre a Arquidiocese e o arquiteto responsável pela construção da estátua, Paul Lavinsky, é proibido o uso da estátua como peça publicitária. A negociação com as agências, segundo Passos, ocorre sempre que a imagem é usada indiscriminadamente.

Passos afirmou que a determinação da Arquidiocese exclui as peças institucionais (do município, do Estado ou do governo federal) ou as de cunho turístico. A Associação Brasileira de Agências de Propaganda não quis se pronunciar sobre o assunto.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.07.2000
Terça-feira

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