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PATRIMÔNIO
Iniciada construção do Shopping Alfândega

A construção do Shopping Alfândega, no Bairro do Recife, começa a sair do papel. Ontem, a Santa Casa de Misericórdia desativou o estacionamento que funcionava há cinco anos no prédio da antiga Alfândega, para permitir a conclusão das escavações arqueológicas que estão sendo realizadas no local.

Financiado pela empresa Diagonal Urbana Consultoria, o projeto do shopping está estimado em R$ 11 milhões. As obras começam no próximo mês, após o término das prospecções arqueológicas, e o centro de lazer e compras deve ser inaugurado em outubro de 2001.

“A escavação arqueológica é importante, para identificar vestígios da construção primitiva”, diz o administrador da Santa Casa, Rosendo de Rezende. Essa é a quinta intervenção no prédio desde sua edificação, em 1732. O imóvel já foi usado como convento e posteriormente para armazenagem de açúcar.

Segundo Rozendo de Rezende, estão sendo feitas análises do solo, porque o imóvel fica muito próximo da margem do rio. “Com o fim do estacionamento foi dado o pontapé inicial da obra”, afirma. Ele disse que também estão sendo realizados estudos semelhantes no Conjunto Chantecler.

SURPRESA – O imóvel da antiga casa noturna do Bairro do Recife abrigará um café-concerto para 600 pessoas e oito salas de cinema com 877 poltronas, num projeto da arquiteta Luciana Menezes para a Diagonal. Álvaro Jucá, diretor da empresa, disse que parte dos recursos serão financiados pelo Banco do Nordeste.

Por ser proprietária dos imóveis, a Santa Casa de Misericórdia terá uma participação no rendimento total do shopping e do café-concerto. “Foi feita uma pesquisa histórica e será possível recompor as fachadas dos dois prédios”, diz Rosendo de Rezende.

O fechamento da área de estacionamento pegou muita gente de surpresa. “Não sabia que o estacionamento seria desativado. Deveriam ter nos informado com antecedência”, queixa-se o contador Otacílio Xavier. Ele teve de deixar o carro na rua, ontem, um numa área de Zona Azul. “Vou procurar outra área fixa, caso contrário vou levar multa todo dia ou terei de ficar trocando o cartão constantemente”, diz.

Washington Moura da Silva, que trabalhava como manobrista no local já mudou de atividade. “A partir e hoje (ontem) vou vender talão de Zona Azul”. Mais de 120 pessoas usavam o prédio da antiga Alfândega como estacionamento, pagando R$ 63 por mês pelo espaço.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.07.2000
Terça-feira