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NARCOTRÁFICO II Amepe pede cautela aos membros da CPI O presidente da Associação dos Magistrados de Pernambuco (Amepe), Mozart Valadares, declarou, ontem, apoio à CPI do Narcotráfico e da Pistolagem, mas pediu cautela dos deputados antes de divulgar nomes de juízes. É preciso que as acusações estejam devidamente comprovadas, justificou. Valadares afirmou que o corporativismo da Amepe é em defesa do Judiciário e não em favor dos membros da instituição. As declarações foram feitas depois de recebe, ontem à tarde, o presidente da CPI, Pedro Eurico, mais os deputados Lula Cabral e Antônio de Pádua. Na ocasião, discutiram as causas da criminalidade e da impunidade e um esforço conjunto para combatê-las. Queremos ajudar a descobrir onde se encontra o estrangulamento, que gera a impunidade, e podemos até auxiliar no relatório final da CPI, revelou Mozart Valadares. O juiz pediu, apenas, que o Judiciário não fosse levado à execração pública. Nós não queremos proteção para nenhum membro do Judiciário. Se tem alguém envolvido, que seja investigado. O que não se deve é expor pessoas honestas sem ter provas. A CPI do Narcotráfico e da Pistolagem chega, hoje, a Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e se instala amanhã, na Câmara de Vereadores, tendo mais de 15 pessoas já intimadas a depor sobre tráfico de drogas, pistolagem, roubo e receptação de cargas e assaltos em rodovias. Ainda hoje, os deputados reúnem-se com juízes, promotores, delegados e comandantes militares, levantando as dificuldades materiais e os obstáculos para o funcionamento das instituições. A CPI do Narcotráfico retorna à Mata Norte, na próxima semana, instalando-se em Timbaúba. |
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