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SEM-TERRA MST entra com pedido de habeas-corpus para os 19 agricultores presos em Moreno O futuro dos 19 sem-terra presos no Presídio Aníbal Bruno e na Colônia Penal Feminina deve ser decidido hoje pelo desembargador Napoleão Tavares, do Tribunal de Justiça de Pernambuco. No final da tarde de ontem, depois de fazerem uma visita aos detentos, numa comissão de entidades de direitos humanos, os integrantes do MST entraram na Câmara de Férias do TJPE com um pedido de habeas-corpus para tentar liberar os trabalhadores. Os sem-terra foram detidos na tarde da última sexta-feira, no Engenho Jaboatãozinho, em Moreno, no Grande Recife. Caso os agricultores não sejam libertados a partir do julgamento da liminar, o MST pretende iniciar uma série de protestos em frente ao Aníbal Bruno e no Fórum de Moreno. Os agricultores, detidos por acusação de porte de arma e desobediência civil, fazem parte de um grupo de 65 famílias acampadas no engenho, de propriedade da Usina Jaboatão e arrendado a fornecedores de cana. Desde o início da ocupação, há mais de três anos, os sem-terra foram despejados 11 vezes. Ontem, representantes das entidades de direitos humanos estiveram no Aníbal Bruno para acompanhar a situação dos sem-terra. Denunciaram irregularidades na decretação da prisão dos agricultores, alojados no setor de triagem com outros 34 presos. A prisão dos sem-terra, segundo o MST, lembra o caso dos cinco agricultores presos durante 184 dias por acusação de roubo de bodes em São Bento do Una, no Agreste do Estado. Alegaram porte de arma por causa de dois revólveres que não estavam no acampamento e listaram no auto de prisão nomes de pessoas que nem estava no local, afirmou. O coordenador do MST no Estado, Jaime Amorim, cobrou a agilidade no processo de desapropriação do engenho Jaboatãozinho. O superintendente do Incra, José Geraldo Eugênio de França, informou que divulgará hoje o resultado da vistoria da área. |
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