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HISTÓRIA A herança e as memórias de quem lutou pelo comunismo Herança de um Sonho - As memórias de um comunista, é o título do livro que o jornalista e militante histórico do PCB, Marco Antônio Tavares Coelho, lança hoje, às 18h, na Fundação Joaquim Nabuco, no Derby. A partir de experiências vividas nos momentos de repressão política, o autor relata fatos em que sentiu na pele, por exemplo, os efeitos das torturas nos porões da ditadura. Utilizando cartas enviadas à família e informações ainda guardadas na memória, Marco Antônio Coelho, hoje com 74 anos, narra o dia-a-dia na prisão, contatos com políticos de esquerda nos idos de 50/60, a exemplo de João Goulart e do ex-governador Miguel Arraes (PSB). Tudo isso está relacionado com os fatos políticos ocorridos no Brasil desde a década de 40, explica Coelho, que foi deputado federal pelo Rio de Janeiro, em 1962, e cassado pela ditadura de 64. É um livro de um dirigente comunista que acompanhou a orientação do partido e não enveredou pela luta armada, define o autor, que concluiu a obra em agosto do ano passado. Ele ingressou no Partido Comunista Brasileiro em 1942, em Minas Gerais, vivendo já como dirigente partidário os conturbados anos anteriores ao Golpe militar de 64. Como professor das escolas clandestinas que o partido mantinha para formação dos seus quadros, Marco Antônio Coelho trabalhou no Recife entre os anos 1953 e 1954. Havia uma chácara em Beberibe e uma casa na Caxangá que eram usadas como locais para realização dos cursos, que duravam 30 dias e tinham em média 25 alunos, relata, lembrando que pela escola passaram lideranças locais como os ex-vereadores Paulo Cavalcanti (escritor e historiador comunista, já falecido) e Miguel Batista. Com 500 páginas, o livro Herança de um sonho, editado pela Record, já teve sua primeira edição esgotada e será lançado, na próxima quinta-feira, às 19h, em Maceió (Livraria Sodiler do Shopping Center Iguatemi). Prefaciado pelo editorialista do Jornal do Brasil, Wilson Figueiredo, o livro conta, ainda, com textos do ministro José Gregori e do professor da USP, Alfredo Bosi. |
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