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PETROBRAS II
Venda pulverizada pode ser adotada na Chesf e CVRD

A pulverização de ações acontece no País 20 anos depois da primeira experiência desse tipo, na Inglaterra. Além da Petrobras, o Governo cogita vender de forma pulverizada ações que ainda detém na Companhia Vale do Rio Doce e o controle das empresas geradoras de energia elétrica, como Furnas e a Copanhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Não é uma mudança pequena. Ao abrir mão de vender as ações em bloco, o Governo desiste do ágio que os grandes investidores se dispõem a pagar pelo controle das estatais. Isso garantiu ganhos acima do valor de mercado das empresas nas privatizações.

O vice-presidente executivo do Instituto Atlântico, Paulo Rabello, disse que a decisão do Governo de oferecer as ações à população só está sendo adotada neste momento pela frustração que a privatização brasileira causou à sociedade. “Falta comunicação sobre os efeitos positivos da venda das empresas para a população”, afirmou o economista.

Esse problema é conseqüência, avalia Rabello, da decisão do Governo de usar os recursos obtidos com a privatização para abater a dívida pública. A participação dos cidadãos no processo de privatização é uma forma de estimular a poupança interna, atraindo investimentos para o mercado de capitais.

O superintendente do BNDESPar e diretor de privatização do BNDES, Eleazar de Carvalho Filho, compara a mudança ao aprendizado da criança que começa a andar. “Para o público, é uma opção para diversificar os investimentos. Para o mercado, o crescimento do número de minoritários pode levar a avanços no mercado de capitais”.

O diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, Carlos Langoni, acha atrativa a pulverização do ponto de vista político pois amplia a base de investidores.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.07.2000
Terça-feira