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ESTADO II
Acordo com médicos é criticado

A possibilidade de o Governo do Estado criar uma gratificação para os médicos de Pernambuco, como forma de compensação salarial, gerou novas discussões entre os demais servidores públicos. “Não criticamos a conquista dos médicos, mas somos contra a forma isolada como a medida vem sendo tratada”, disse o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Horácio Reis.

O diretor de imprensa do Sindsaúde, Sandro Gomes, foi mais enfático. “Vamos esperar uma posição do Governo até o próximo dia 17. Se até lá as negociações não avançarem, realizaremos um assembléia para discutir sobre uma greve”, afirmou. O sindicato representa os demais servidores da saúde, como enfermeiro, auxiliar de enfermagem, odontologista, terapeuta, além dos servidores administrativos do setor.

“O trabalho do médico depende de toda uma equipe. Mas o Governo do Estado está favorecendo uma minoria de quatro mil pessoas, enquanto existem 28 mil servidores da saúde”, comparou Gomes.

“A gratificação para os médicos é justa, mas a forma como o assunto foi tratado é discriminatória”, opinou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe), Tereza Leitão. No dia 3 de agosto, o Sintepe realizará assembléia para discutir os rumos do seu movimento. “O Governo do Estado parece que quer nos testar”, ameaçou Leitão.

O caminho encontrado, até o momento, pelo Governo do Estado para melhorar o salário dos médicos é a criação de uma gratificação por qualidade, que seria paga com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, Ricardo Paiva, essa gratificação deve ser de R$ 300. Para que ela seja instituída, o governador Jarbas Vasconcelos terá que enviar mensagem à Assembléia Legislativa, o que, conforme Paiva, deve ocorrer em agosto.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.07.2000
Terça-feira