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COMBUSTÍVEIS II
Governo deve anunciar reajuste de até 13% no preço da gasolina

BRASÍLIA – O aumento nos preços dos combustíveis, que o Governo Federal deve anunciar até hoje, será repassado para as bombas dos postos 72 horas depois de divulgado pelo Diário Oficial da União. O reajuste médio para o consumidor deve ficar entre 10% e 13%. Nas distribuidoras, o aumento dos combustíveis será maior, variando entre 15% e 20%.

O reajuste deveria ter sido anunciado na semana passada, mas foi adiado devido à queda da cotação do barril de petróleo no mercado internacional. A queda foi causada pela decisão da Arábia Saudita de aumentar sua produção em 500 mil barris diários. Mesmo com esse aumento, o Governo Federal não deverá arrecadar R$ 3,5 bilhões com a conta-petróleo como está previsto no Orçamento deste ano. A conta-petróleo é a parcela dos preços da gasolina que vai para o Tesouro Nacional.

Esse fato foi admitido na semana passada pelo secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Claudio Considera. O Governo Federal avalia agora que o superávit com a conta-petróleo deve ficar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões. Para alcançar a previsão inicial, o Governo teria de promover um reajuste da gasolina superior a 20%, o que traria reflexos negativos na inflação, como ocorreu em outras oportunidades.

ESPECULAÇÃO – O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse ontem que o Governo ainda não definiu o percentual de aumento nos preços dos combustíveis e nem a data em que o novo reajuste entra em vigor. “Os estudos não foram concluídos e as notícias sobre os porcentuais são especulações”, afirmou.

O ministro da Fazenda disse, ainda, que os combustíveis subiram 7% em março deste ano e um novo aumento será necessário. “Em fevereiro ou março do ano passado o custo do barril de petróleo importado era de 10 ou 11 dólares e chegou este ano a mais de 30 dólares”, explicou.

Segundo Pedro Malan, o País terá um crescimento econômico anual superior a quatro por cento no próximo triênio(anos 2000, 2001 e 2002) e com inflação em queda. A taxa inflacionária deste ano foi calculada pelo governo em 6%; a de 2001, em 4%; e a de 2002, em 3,5 %.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.07.2000
Terça-feira