LG_jc.gif (3670 bytes)


O Recife na rota que não estava antes prevista

Em 1959, aos 21 anos, João Carlos associou-se ao pai, ao mesmo tempo em que mudava a razão social daquela empresa apenas familiar, que passava a denominar-se Pedro Paes Mendonça & Cia. E três anos mais tarde assumia a responsabilidade de superintendente, já então da Pedro Paes Mendonça S/A Comercio e Indústria.

Conta a história que na década de 60 a empresa nascida das mãos de “Seu” Pedro já se revelava uma importante atacadista em Sergipe, com usinas de arroz e de milho localizadas no Interior do Estado. O roteiro mais próximo para o crescimento, como indicavam a geografia e a tradição, era buscar os caminhos mais próximos da Bahia - mas lá já se instalara Mamede Paes Mendonça, irmão de Pedro e comerciante de grande tino e ampla visão de negócios.

NOVOS CAMINHOS - Pernambuco e o Recife estavam mais distantes - no entanto se apresentavam com um mercado potencial mais promissor e oportunidades de negócio mais atraentes. Nasceu assim a primeira loja de Bompreço na capital pernambucana, localizada no bairro de Casa Amarela, onde havia - e ainda há - uma das feiras livres mais tradicionais de toda a região metropolitana.

Só muitos anos depois o Bompreço estendeu suas atividades para a Bahia, repeitando, durante anos, um acordo tácito formal e nunca escrito de não atuar no território que certa maneira era de Mamede Paes Mendonça, revelando a ética profissional e o respeito à concorrência que sempre foram marcas de João Carlos.

________________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 27.06.2000
Terça-feira