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Foie gras feito em Surubim à mesa do Chez Georges por Flávia de Gusmão O foie gras, quem diria, acabou em Surubim. Melhor dizendo, começou em Surubim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. Pois é, esta iguaria chiquérrima, tida por alguns gourmets como a fruta suprema da gastronomia ou o rei do réveillon já não precisa vir, necessariamente, do Périgord, região da França que se destaca na sua produção. Uma fazenda do município de Surubim, a de Virgínia Cavalcanti, já está fornecendo o foie gras que produz. O primeiro restaurante a testá-lo no Grande Recife será o Chez Georges que, neste final de semana, inclui no cardápio um foie gras poêlé com compotas de maçã e endívias. Nós, frutos do hedonista mundo moderno, não somos os primeiros a apreciar esta iguaria que os ecologicamente corretos e os protetores dos animais chamam de bárbara. Os romanos já importavam o fígado dessas aves de Gaule (nome da França antiga), exatamente da região do Périgord. O método tradicional utilizado em sua fabricação é chamado de cavage: um funil é colocado na goela do ganso e por aí ele é alimentado até a exaustão. O resultado do empanturramento é a engorda do fígado até o ponto ideal para o consumo. São três as formas de se preparar o foie gras. A primeira é ao natural, onde o foie gras é cozido na gordura de ganso ou de pato em baixa temperatura. Em seguida ele é moldado, resfriado e consumido frio. A segunda é denominada de Poêlé, na qual o foie gras é fatiado e passado rapidamente na manteiga clarificada. A terceira e última maneira de prepará-lo é a Braisé, onde enrola-se o fígado em fatias de bacon e cozinha-se em fogo baixo. Para acompanhar um clássico, bebidas à altura. Pega muitíssimo bem (sempre) champanhe, um bordeaux tinto ou, melhor ainda, um Sauternes - o mais conhecido vinho branco suave produzido em Bordeaux. |
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