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AROMATERAPIA Óleos essenciais e uma massagem especial trazem a saúde de volta por Mona Lisa Dourado Não é de hoje que se sabe que os aromas de plantas e flores têm poderes capazes de transformar humores e proporcionar agradáveis sensações de prazer. Cleópatra costumava cobrir de rosas o caminho de Marco Antônio até seus aposentos porque sabia que o perfume da flor fazia o imperador esquecer as preocupações e chegar aos seus braços revigorado. Trazida do oriente e adaptada à vida ocidental, primeiramente na França, a prática de aplicação de extratos aromáticos para diversos fins, conhecida como areomaterapia, atrai um número cada vez maior de adeptos. Considerada uma terapia complementar, a aromaterapia consiste no uso sistemático de óleos essenciais em tratamentos estéticos e de saúde, que visam a melhoria das condições físicas e emocionais das pessoas. Tais óleos concentrados, 100% puros e extremamente voláteis (de fácil evaporação), são obtidos de tronco de árvores, folhas, cascas, flores e ervas, e carregam vitaminas, hormônios e antibióticos naturais com propriedades medicinais e terapêuticas. Compressas, inalações, banhos, vaporização e, principalmente, massagens são as formas mais comuns de utilização dos óleos essenciais, cuja absorção pelo organismo se dá de maneira sutil, mesmo depois que os aromas não são mais identificados. Justo por serem tão minúsculas e evaporarem tão rapidamente, as moléculas dos óleos penetram na pele suavemente, entram na corrente sangüínea e atingem os órgãos internos, revitalizando-os, antes até de serem excretadas. Pela aspiração, da narina a mensagem vai direto ao sistema límbico do cérebro, área em que os cheiros são decodificados, provocando várias reações, seja de relaxamento ou de estimulação, explica Ana Luzia Vaz, aromaterapeuta credenciada pelo Institute of Complementary Medicine, da Inglaterra. RESULTADOS Segundo Ana Luzia, através de uma massagem aromaterapêutica na qual se misturam técnicas de massagem sueca, de drenagem linfática e shiatsu, além de movimentos específicos da aromaterapia é possível melhorar a circulação sangüínea, combater a fadiga, relaxar músculos tensos e mobilizar toxinas, entre outros benefícios. Para a produtora de música Vera Santana, 31 anos, oito sessões do tratamento serviram para ajudá-la a atingir um nível satisfatório de tranqüilidade, mesmo diante de situações estressantes. Lidar com pessoas, horários e datas me deixa ansiosa. Estava precisando realmente de alguma terapia por meio da qual eu pudesse aliviar as tensões do dia-a-dia, encontrando equilíbrio, e a aromaterapia tornou real esse desejo. O melhor de tudo é que os efeitos continuam presentes a longo prazo. Já parei há dois meses e os resultados até agora são os mesmos, conta Vera. Numa sessão aromaterapêutica, com duração média de uma hora e meia, o profissional geralmente observa o comportamento e o estado emocional do paciente, fazendo perguntas a respeito do histórico médico e da família, do estilo de vida e estado geral de saúde. Como existem pelo menos 200 óleos essenciais, cada um com suas particularidades aromáticas e funções específicas (ver quadro), o questionário é fundamental na escolha daqueles apropriados para as condições de cada cliente, ensina. Após o tratamento, a aromaterapeuta aconselha que os pacientes abstenham-se de qualquer meio de eliminação dos óleos, como saunas e banhos, por um mínimo de nove horas, para prolongar a absorção das suas propriedades e a manutenção dos seus benefícios. Também peço para que as pessoas bebam muita água, o que contribui para remover as toxinas mobilizadas durante a sessão e para limpar o organismo, além de prevenir desidratação e possíveis dores de cabeça, diz Ana Luzia, aproveitando para alertar que o manuseio dos óleos essenciais só deve ser feito por quem já tem alguma experiência, uma vez que eles não podem ser aplicados diretamente sobre a pele, devendo ser diluídos em outros óleos chamados de carreadores, como o de amêndoas, de semente de uva ou de gérmen de trigo. Mal utilizadas, as substâncias podem, ainda, desencadear uma série de reações como alergias, aumento ou queda de pressão, hipoglicemia e até hemorragia. Assim como sensibilidade, portanto, é necessário conhecimento para saber usar essas gotinhas na dose certa. Serviço |
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