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TECNOLOGIA II
Voz comanda dia-a-dia de uma casa inteligente

A casa de Bill Gates, o todo--poderoso da Microsoft, é toda automatizada e recheada com esses apetrechos eletrônicos multifuncionais que só se vê em filmes.

As salas e quartos têm controle de temperatura e de som por comando de voz; a piscina possui sistema de música subaquática; o teatro, a casa de hóspedes, a casa de barco, o prédio de esportes e todos os outros ambientes (inclusive os subterrâneos) são quase todos automatizados.

Para construir essa mansão inteligente, Gates gastou US$ 97 milhões – uma pechincha para quem tem US$ 54 bilhões como fortuna pessoal.

Profissionais do segmento de automação predial e residencial acreditam que os custos do serviço devem diminuir com o passar dos anos. O Brasil ainda está atrasado nessa área, mas a informatização de lares e de prédios comerciais é uma tendência global.

A Panduit do Brasil, fabricante de soluções para a administração de cabeamento estruturado de voz, dados e vídeo, está trabalhando em parceria com a IBM, a Andover Control e com a HoneyWell (ambas dos Estados Unidos) para planejar edifícios inteligentes em solo brasileiro.

“Com esse mesmo sistema, nós podemos reunir toda a fiação telefônica e de TV a cabo, por exemplo, e levar o cabeamento para todas as partes da casa”, explica David Takashi Otaki, especialista no design de redes de distribuição de comunicação da Panduit (RCDD).

PELA VOZ – O sistema da Panduit permite montar a infra-estrutura necessária para que você controle a temperatura ambiente da casa, gradue a abertura de janelas, ligue o som, realize chamadas telefônicas, suba e desça de elevador, sem precisar tocar em nada. Tudo ao comando da voz, exatamente como na mansão dos Gates.

Claro que além de reunir todos os cabos de energia, também é preciso um computador configurado como servidor e com softwares de reconhecimento de voz.

Embora o mercado local ainda não esteja pronto (financeiramente) para consumir esses serviços, o núcleo de Fotônica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) se destaca como um dos poucos centros desenvolvedores de tecnologias de automação predial no País.

Os projetos do núcleo contam com apoio da empresa alemã Siemens, que investiu R$ 400 mil no laboratório de fotônica.

A equipe trabalha uma outra forma de transmissão de dados, voz e imagem, que dispensa o uso da rede elétrica convencional. Apesar de mais cara, a alternativa é mais flexível e confiável, já que elimina riscos de curto-circuito. (M.A.)

SERVIÇO

www.panduit.com.br
www.br.ibm.com
www.fotonica.ufpe.br

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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2000
Quarta-feira