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TECNOLOGIA III
Ficção científica inspira avanços

Se é a arte que imita a vida ou a vida que imita a arte, ninguém sabe ao certo. Mas a inspiração dos desenvolvedores de softwares e equipamentos parece ser tirada diretamente dos filmes de espionagem e ficção científica. Na última quinta-feira, a revista inglesa Science publicou um artigo apresentando um microrrobô que é a cara da sonda miniaturizada pilotada pelo ator Dennis Quaid, no filme Viagem Insólita (1987).

O equipamento, de origem sueca, está sendo apontado como uma das mais avançadas ferramentas desenvolvidas para uso médico, até então. É menor do que o hífen e pouco maior que um ponto final do teclado padrão. Esse tamanho reduzido abre espaço para sua aplicação em intervenções como o cateterismo, por exemplo, diminuindo a invasão de objetos estranhos no corpo do paciente.

Devidamente monitorado, o robô é capaz de se movimentar através dos líquidos do corpo (como sangue e urina) para tratar células danificadas.

O robô é composto de uma estrutura de silicone, coberta por finas camadas de ouro, e um condutor. A partir de estímulos elétricos (íons positivos e negativos), a maquininha imita movimentos humanos, simulando articulações do ombro, pulsos, mãos e dedos.

A engenhoca pode levar os médicos “para dentro dos pacientes”, através do uso de minivisores (quem sabe, vídeo), pinça, bisturi e até sutura – tudo num pacote só. Assim, a telemedicina já vibra com as facilidades.

Outro sistema que está chegando ao Brasil, inspirado na extinta polícia secreta da ex-União Soviética, a KGB, promete eliminar riscos de fraude eletrônica.

Conhecido como Smart Thumb, o equipamento é parecido com um mouse e funciona como um scaner que captura a impressão digital do usuário.

Depois de uma série de cálculos matemáticos, o mecanismo identifica a pessoa e a libera para uso do software. No caso de bancos e caixas automáticos, adaptado ao hardware, o sistema elimina a necessidade de digitar senhas, reconhecendo o cliente por um simples toque na tela. É esperar para conferir. (M.A.)

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Jornal do Commercio
Recife - 05.07.2000
Quarta-feira