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DESAFIO II Festas ajudam e-moços a sobreviver à clausura Festas, bate-papo com gente famosa e desfiles de moda também parecem ser a tônica da turma que está vivendo apenas de Internet no Brasil. Pelo menos mais duas pessoas estão encarando o desafio, bancado pelo Unibanco, para mostrar as possibilidades de se viver exclusivamente online. No começo de junho, a economista Fernanda Kfuri, 24 anos, o analista de sistemas Arthur Ranieri, 23, abandonaram suas identidades para se tornar, durante 99 dias, o e-moço e e-moça. Integrantes de um projeto do banco, cada um deles recebeu um apartamento ela no Rio de Janeiro e ele em São Paulo totalmente vazio e R$ 60 mil para gastar, através do cartão virtual e-card, em compras para a subsistência. A rotina deles pode ser vista através do site oficial do projeto. Há webcams espalhadas em vários pontos dos apartamentos e mais uma sala de chat com os horários predefinidos das conversas nem sempre são cumpridos. É possível também enviar e-mails e contar com a sorte para ser respondido. Se de um lado há a impossibilidade de sair de casa, do outro, festas a fantasia, aulas de Power Yoga e até um desfile de modas da estilista pernambucana Xuruca Pacheco agitam a rotina desses enclausurados e atraem visitantes para os sites segundo a e-moça, a página dela recebe mais de 80 mil visitas diárias. Na madrugada do dia em que o DotComGuy completaria seu sexto mês, o apartamento do e-moço fervia com uma turma animada. Tinha cowboy, gueixa e outras personagens que a imagem pouco nítida da webcam deixava perceber. O próprio e-moço atacava de príncipe submarino. SERVIÇO |
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