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JC NAS RUAS
Cláudia Lucena

Ainda sem solução

O número de crianças que trabalham num regime de semi-escravidão está diminuindo, mas ainda preocupa. Apesar de a legislação brasileira proibir o trabalho de menores de 16 anos e de o País ter assinado convenções internacionais comprometendo-se a erradicar o trabalho infantil, estima-se que mais de sete milhões de crianças e adolescentes continuem sendo submetidos a longas e humilhantes jornadas em lavouras, carvoarias, olarias e casas de farinha. Dentro dessa estatística, também há milhares que atuam no mercado informal e como empregados domésticos. Em Pernambuco, pode-se comemorar uma conquista: não existem mais crianças trabalhando na zona canavieira. No entanto, muitas ainda permanecem labutando em casas de farinha. Para ajudar no orçamento doméstico, correm o risco (sem consciência) de ficar mutiladas e mal sabem o que é uma sala de aula. Para meninos e meninas de Glória do Goitá e de Pombos, no Agreste do Estado, o bordão “lugar de criança é na escola” não virou realidade por completo. Eles vivem uma rotina quase escrava, que começa cedo, às 6h30 da manhã, e pode se estender até as 23h. A história do garoto Isaac Manuel da Silva, 9 anos, é uma prova do que o trabalho numa casa de farinha pode trazer de ruim na vida de uma criança: mutilado em conseqüência da lida, Isaac ainda não sabe ler, apesar de estar na primeira série. As férias dele e do irmão significam mais trabalho raspando mandioca. Não é à toa que o sonho do menino é virar um “empresário de gravata”. Certamente, ele não empregará nenhuma criança no seu negócio.

Cavalo ‘desempregado’

Na tarde da última sexta, um cavalo ‘vagava’ pela Av. Abdias de Carvalho. Há suspeitas de que o quadrúpede, nem tão ‘errante’ assim, queria chegar ao Batalhão de Cavalaria (não muito longe dali) e tentar fazer um ‘bico’ nas blitze de Boa Viagem.

Haja reclamação 1

Moradores da Av. Visconde de Jequitinhonha (Boa Viagem) só têm motivos para reclamar. Afora os buracos, queixam-se da precária sinalização e iluminação. Há quem diga, inclusive, que a última ação efetiva da PCR na área data da época em que concederam licença para construção de dois postos de gasolina sobre o Canal de Setúbal.

Haja reclamação 2

Solange Castro, uma das descontentes, completa o rosário de queixas denunciando freqüentes assaltos na avenida e o atrevimento dos sem-teto. Esses, segundo ela, ficam nus e fazem necessidades fisiológicas no canteiro do Canal de Setúbal. Solange sugere a ação da Guarda Municipal para impedir a “pouca vergonha”.

Quem sabe, o sofrimento será menor

Os servidores estaduais torcem para que as recentes mudanças promovidas pela Secretaria de Administração nos postos de recadastramento tornem menor o sofrimento deles. Sobretudo, dos velhinhos aposentados.

Biblioteca volta a funcionar

Uma boa notícia para estudantes e pesquisadores. A Biblioteca Souza Barros volta a funcionar, no final do mês. Integrará o Centro de Informações de Pernambuco (Cipe), no térreo do prédio do Condepe, na Rua Gervásio Pires.

Mais fiscalização

A Emlurb diz estranhar a denúncia de moradores da Rua Francisco da Trindade, em Campo Grande. Eles afirmam que o caminhão despeja lixo na via e os garis, no oitão das residências. Segundo a Emlurb, todo o lixo recolhido é levado para o Aterro da Muribeca. Mesmo assim, a promessa é de reforço na fiscalização.

A ameaça continua

A esquina da FOP, no início da Estrada de Aldeia, em Camaragibe, continua uma ameaça aos motoristas. O DER deixou uma antiga lombada na pista (no sentido Recife–Aldeia), mas demoliu a outra, no sentido contrário. Esse problema, somado ao da falta de sinalização, resulta em acidentes. Que não são raros.

Sem raio X

Está difícil, ou melhor, impossível, tirar uma radiografia no Barão de Lucena. Desde maio, pacientes perdem tempo e dinheiro, tentando marcar o exame. A denúncia é de que todos os aparelhos de raio X do hospital estão quebrados. E, pior, sem previsão de conserto. Pelo menos, os pacientes estão desinformados.

Estratégia

O casal Gérard e Margi Moss,que atravessou o Oceano Pacífico em um monomotor, fala sobre estratégia empresarial. Na palestra, que acontece hoje, no Mar Hotel, eles mostram como as táticas usadas para enfrentar desafios durante as viagens podem ser aplicadas à administração empresarial. A promoção é da Embratel.

email: claudia@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 11.07.2000
Terça-feira