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RUMO AO VOTO IV Um bombardeio no Governo Magalhães Sem nem direito a cadeira vazia, o prefeito Roberto Magalhães (PFL) experimentou, mais uma vez, a metralhadora giratória dos adversários em cima da sua administração. Cada um a seu modo, os candidatos aproveitaram o debate para criticar a gestão do pefelista. Mas foi só na última parte, quando um perguntava ao outro, que eles deitaram e rolaram e passaram a utilizar a estratégia dominó: um canta a pedra para o outro bater. O festival começou com Fred Brandt (PSN), que classificou Magalhães como o pior prefeito que o Recife já teve, e seguiu com Vicente André Gomes (PDT) afirmando que quem assassina o povo é quem não tem compromisso com os morros. Brandt, até o final do encontro, ainda acusou Magalhães de pautar a administração pela omissão, de desonestidade por gastar dinheiro público para promoção pessoal, de ser anti-democrático e de não gostar do povo. João Braga (PSDB) aproveitou o momento para também tirar uma casquinha e reclamar do descaso do prefeito para com o problema do saneamento. Ele não fez nada quando foi governador, nem fez nada agora. Aliás, fez. Fez em uma única rua: a dele. Bateu forte ainda na ponte-viaduto Joaquim Cardozo, sugerindo uma investigação da Câmara Municipal para avaliar até que ponto aquilo não serviu para beneficiar a especulação imobiliária. Carlos Wilson (PPS) foi buscar, dez anos atrás, o apoio dado por Magalhães a Collor e criticou duramente a ineficácia da taxa tapa-buracos. Ele também se recusa a aplicar 15% do orçamento da cidade em saúde. Não tem compromisso com o social. As críticas mais contundentes de João Paulo (PT) só vieram no final, acusando o prefeito de despreparado e responsável por uma gestão desastrosa. À tarde, em entrevista por telefone, Magalhães rebateu os ataques dos adversários. Com relação à polêmica construção da Ponte Joaquim Cardozo, o prefeito assegurou que aquela ponte é uma obra reestruturadora que possibilita o crescimento do Pólo Médico da Ilha do Leite. Já temos um movimento de cerca de 1200 veículos por dia, garantindo o resgate de uma área nobre, que estava abandonada. Sobre os buracos, Magalhães afirmou que não se pode tapar buracos com água. Estamos esperando um pouco de sol, disse. Quanto à falta de investimento em saneamento, por causa da construção da Ponte Joaquim Cardozo, o prefeito afirmou: O sistema viário é de responsabilidade da Prefeitura. Saneamento é competência do Estado. |
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