LG_jc.gif (3670 bytes)

DIVERSÃO NO FRIO IV
A fantástica fabriqueta de chocolate

Quem nunca sonhou, ao menos quando criança, em conhecer uma fábrica de chocolate? Ou mesmo cair num daqueles caldeirões enormes, cheios do doce, no afã de tomar todo o conteúdo do produto (para o então mundo infantil, a tarefa parecia tão simples quanto beber um copo de água)? Os sortudos filhos de Tânia Helena Ribeiro, proprietária dos chocolates Sete Colinas, podem realizar parte destes idílios.

A pequena fábrica de chocolate instalada no fundo do quintal da família há dez anos ainda representa uma tentação para os filhos da micro-empresária, ela também uma amante da iguaria. Nem os funcionários da casa escapam: o vício também tomou conta deles.

"Eu adoro chocolate, principalmente o branco. Quando eles saem do forno, recheados de passas, não me contenho", conta Lúcia Maria, 41, a mais antiga funcionária do Sete Colinas, os mesmos daquela famosa bebida quente que vira hit no festival. Junto a Ana Paula Braga, 31, e Lucivania Bernades, 22, Lúcia prepara cerca de 30 quilos diários do doce, que é vendido na simpática lojinha da cidade, além de ser revendido em Gravatá, Bom Conselho e Arcoverde.

Normalmente, as três trabalham cerca de oito horas por dia, num pequeno e limpo espaço instalado na casa de Tânia. Nos dez dias do Festival de Inverno, a produção praticamente triplica, e é preciso ficar até depois da meia-noite na pequena fábrica. Enquanto acontece o evento, a lojinha abre filial na praça Guadalajara e vende o chocolate quente, delícia que acalma tanto a fome quanto o frio. A bebida custa apenas R$ 1 na lojinha de Tânia, com direito a uma boa cobertura de chantilly.

Na fábrica, são preparados diferentes tipos da guloseima: flocado, com passas, com menta, coco, cereja, em forma de pirulito, de coração etc. O cheiro gostoso que emana no local não é mais percebido pelas funcionárias. Mas, chegando em casa, não há outro comentário. "Meus netos dizem 'nossa, vó, como você tá com cheiro de chocolate', e dizem que vão começar a me morder", diverte-se Lúcia.

_________________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 06.07.2000
Quinta-feira