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Minha cara Geninha Com Gilberto Freyre aprendi a dizer o Recife. Onde mora? No Recife. Qual a cidade mais bonita? O Recife. Hoje, as pessoas dizem apenas Recife. Eu me mantenho fiel e sempre direi: o Recife. Assim compreendo o zelo e a defesa de Geninha Rosa Borges quando luta para que todos digam Teatro de Santa Isabel, à sua maneira. Dito por Geninha, e só Geninha, torna-se algo musical, porque ela ama o teatro e reflete esse amor em tudo que faz ou diz. No entanto, queridíssima Geninha, agradeço sua carta tão gentil, mas continuarei dizendo Teatro Santa Isabel, sem a preposição. Lamento não fazer fileira como seu aliado. Não se trata de uma lei do menor esforço, apenas. Quando é você, a maior atriz do Recife quem fala tudo parece bem, fácil, natural, convicto. Noutras pessoas sinto um ar de esnobismo. Mas estarei ao seu lado noutras lutas, mantendo uma espécie de idolatria por você, que é atriz e personagem, que é inteligência e personalidade. Tudo justo. Um beijo, querida. Cecília A expressão cabe perfeita, integral quando podemos dizer que Cecília Brennand que começou como bailarina, é uma extraordinária animadora cultural. Nem todos podem usar essa marca porque ela exige muita criatividade. Ela atua e realiza coisas importantes, no setor artístico na sua Ária. Agora trabalha na inauguração, terça-feira, da mostra de Siron Franco, com 16 telas. O cineasta Recebi um telefonema de Nelson Pereira dos Santos agradecendo o comentário a seu respeito. Conversamos bastante. O cineasta está hospedado no Hotel Sete Colinas, em Olinda, para ficar mais perto de Edson Nery da Fonseca. Até agosto permanecerá aqui filmando as etapas finais do seu trabalho sobre Gilberto Freyre. Como não foi possível assistir ao primeiro episódio, ele me mandou uma cópia. Percebi que ele está tranquilo e reconfortado com a iniciativa da Labo Cine em restaurar (na verdade salvar) a sua obra valiosa. Arte O jornal O Estado de São Paulo dedicou três páginas do seu Caderno 2, incluindo a capa, aos três principais parceiros de Oscar Niemeyer. São eles: Marianne Peretti, Athos Bulcão e Alfredo Coschiatti, que tiveram afinada participação com o famoso arquiteto na criação de Brasília. Marianne Peretti, que é metade pernambucana e metade francesa, reside em Olinda. Ela desenhou e orientou na montagem do imenso e belíssimo vitral de 2.200m² da catedral de Brasília, um trabalho arrojado e que não pode deixar de ser visto por quem vá ao Planalto. Também a fachada suspensa do Tribunal de Justiça, mas não assinou. O vitral é uma metáfora do céu, sob o qual flutuam os anjos de Coschiatti. Imortal A Fundarpe já publicou nos jornais o processo de tombamento da casa da Rua Ulhôa Cintra, no bairro de Santo Antonio, onde nasceu o historiador pernambucano Francisco Augusto Pereira da Costa. Em dezembro, serão iniciadas as comemorações do sesquicentenário de Pereira da Costa. Gostei muito do vídeo de Tarciana Portela documentando a favela Roque Santeiro, nos Coelhos. Na semana passada, a diretoria do Cabanga prestou uma homenagem póstuma ao ex-comodoro Fernando Azevedo. Foi colocado um retrato na sala de recepção do clube. O arquiteto Alexandre Buffa colecionando sucessos. Depois de elogios e destaque, até no jornal O Globo, para uma casa classe média no Pátio de São Padro, ele já está convidado para participar da Casa Cor. Ainda este mês vai a São Paulo para ver as novidades e atender convite de um importante escritório de arquitetura. Estou com muitos livros para ler e o tempo é pouco, o que lamento. Uma dele é Um olhar para cada coisa do poeta Lúcio Ferreira. Inspiradíssimo o seu olhar. |
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