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HOMENAGEM
Geísa enterrada em Fortaleza sob comoção de 10 mil pessoas

FORTALEZA – A professora Geísa Firmo Gonçalves, 20 anos, assassinada segunda-feira por Sandro do Nascimento, depois de quatro horas de seqüestro de um ônibus, no Rio, foi enterrada ontem, por volta do meio-dia e meia no cemitério municipal Bom Jardim, em Fortaleza, no Ceará. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas acompanharam o cortejo, que saiu às 10h30 da casa do tio de Geísa, o coronel PM Antônio Ivan Macedo. Ela morava no local antes de mudar-se para o Rio.

O corpo de Geísa foi velado durante toda a madrugada na casa da família, apenas pelos parentes e amigos mais próximos. Antes do enterro, durante meia hora as pessoas puderam despedir-se da professora, na capela do cemitério. Um buzinaço de 10 minutos, feito por cerca de 40 carros, três ônibus, dezenas de motos e bicicletas, foi a última homenagem prestada a Geísa, sepultada no túmulo da mãe, falecida há quatro anos.

Sob chuva fina, Geísa foi enterrada sem a presença do companheiro Alexandre Magno Alves, que desmaiou ainda no velório. Ele tomou calmantes e ficou em estado de observação no ambulatório do cemitério. O pai de Geísa, o cortador de papel Gilson Gonçalves, 48, disse que a filha ao decidir ir embora para o Rio por causa do namorado traçou seu próprio destino. “Foi a vida que quis assim”, afirmou conformado.

Já o tio da professora cearense, coronel Ivan Macedo, 47, culpou a Polícia Militar carioca pela morte da sobrinha. “Os policiais cometeram muitos erros que acabaram por culminar com o assassinato de Geísa”, lamentou.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira

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