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DESTAQUE II
Mangue inspira nova seleta de contos de Alves da Mota

“Não tenho qualquer intenção de querer escrever difícil, cheio de novas formas de escrita. Tudo o que eu quero mesmo é contar uma boa história, só isso. Acho que quando você enche o seu texto com propostas chamadas de inovadoras, o mais importante, o enredo, acaba se perdendo”. É dessa forma que o escritor Alves da Mota define o seu premiado trabalho de escritor, com honrarias como a Medalha Integração Cultural e a Medalha do Mérito Joaquim Nabuco, e que já conta com sete títulos.

Isso tudo sem falar em A Revolta do Mangue, sua mais recente coletânea de contos, que tem noite de autógrafos hoje, a partir das 19h, na sede da editora Bagaço (Rua dos Arcos, 150, Poço da Panela). Nesse seu novo livro, o autor reafirma a sua proposta de contar histórias tendo como foco a linguagem e o cotidiano do homem nordestino. “São histórias simples em que conto pequenos enredos que acho interessantes”.

Entre os “causos” que formam o universo de A Revolta do Mangue está a história de um pai que nega a correspondência do filho que foi morar em São Paulo sem a sua benção. “Apanhou a carta que o correio deixara no terraço. Virou o envelope, mirou o subscrito. Ressabiado, atirou-a, lacrado, sobre o aparador, a juntar-se as outras, do mesmo signatário. Cartas procedentes de São Paulo, que lhe mandava o filho Arthur, cuja letra ele reconhecia à primeira vista”, escreveu, ou melhor contou, como gostaria de dizer Mota.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira