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TRANSPORTE
Ônibus elétricos ganham versão moderna

por Maria Cândida Capiberibe

Três ônibus elétricos seminovos que fazem a linha PE-15 já estão circulando pelo Recife. A partir da próxima semana, a Companhia de Transportes Urbanos do Recife (CTUR) pretende colocar mais três veículos em circulação e, dentro de dois meses, já ter substituído 22 dos 44 velhos trólebus (como são chamados os ônibus movidos por meio de energia elétrica) que atualmente operam na cidade.

A renovação da frota de ônibus elétricos, através da recuperação dos que se encontram em melhores condições e da aquisição de novos veículos, é uma das metas da Transportadora Santinense, empresa que assumiu o controle da antiga estatal no dia 22 de março deste ano. De acordo com o edital de privatização da companhia, a empresa paulista é obrigada a colocar cinco trólebus e 92 veículos movidos a diesel novos em circulação neste primeiro ano de atividade.

A empresa ainda não adquiriu nenhum veículo completamente novo, mas, de acordo com o diretor técnico da CTUR, Gervásio Tassi, já circulam pelas ruas da cidade 40 carros a diesel seminovos e, a partir de julho, devem chegar mais 60. São carros usados já pertencentes à empresa e que se encontram em bom estado de conservação.

MANUTENÇÃO – Quanto ao custo dos veículos, ele afirma que a manutenção do elétrico é cerca de 30% mais cara em relação à do veículo movido por combustível. “Além de ser mais caro, os gastos com energia superam os gastos com combustível e o mercado de peças é bastante restrito para trólebus antigos como os que circulam no Recife”. Segundo Gervásio Tassi, um ônibus elétrico novo custa em média R$ 300 mil, enquanto que um veículo normal custa cerca de R$ 90 mil.

Para o diretor técnico de transportes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Enildo Arruda, a manutenção dos trólebus não é tão cara assim. “O custo inicial é realmente mais elevado, no entanto, os gastos com a manutenção da frota são inferiores, já que a taxa de energização da rede é única, independente do número de veículos que operam no sistema”, informa o diretor técnico. Sendo assim, quanto mais trólebus, menor o custo. Com relação às peças, Enildo Arruda afirma que elas se tornam caras quando os ônibus são muito antigos. “No caso de veículos mais modernos, o custo não é tão alto”, afirma o diretor.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira