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TRANSPORTE II
Veículos circulam pelo Recife desde 1957

Os ônibus elétricos começaram a circular pelas ruas do Recife em 1957, 74 anos após serem utilizados pela primeira vez, na cidade de Berlim, Alemanha. Surgiram para driblar problemas como poluição ambiental e aumento do preço do petróleo. Apesar de serem mais caros que os veículos movidos a diesel, os trólebus se tornam mais econômicos ao longo de sua vida útil.

“O custo inicial é elevado por conta dos recursos tecnológicos necessários à tração e ao controle de energia”, explica o professor de mestrado em desenvolvimento urbano da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e vice-presidente da Associação Nacional do Transporte Público (ANTP), César Cavalcanti. Segundo ele, a durabilidade dos trólebus é duas vezes maior que a dos convencionais.

“A manutenção do ônibus elétrico é mais barata, porque a estrutura dele é mais simples, já que não possui caixa de marcha nem embreagem”, afirma o professor. De acordo com o diretor de transportes da EMTU, Enildo Arruda, a principal vantagem do elétrico é permitir, através do Sistema Estrutural Integrado (SEI), que o passageiro se desloque para qualquer ponto da cidade, pagando apenas uma tarifa. É possível, por exemplo, ir do município de Paulista para Jaboatão com uma única passagem, que custa R$ 0,70.

CAPACIDADE – Enildo Arruda acrescenta que a capacidade de passageiros dos trólebus é maior que a dos veículos movidos a diesel. Enquanto o primeiro comporta até 140 pessoas, o segundo transporta uma média de 90 passageiros.

Arruda lembra, ainda, que, depois de montada toda a infra-estrutura de rede elétrica, os gastos são gradativamente reduzidos com o aumento da quantidade de veículos. “Os trólebus também são mais silenciosos e confortáveis. Não causam poluição sonora como os carros a diesel e não incomodam os passageiros com solavancos”, opina Enildo Arruda.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira