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POLÊMICA Governo e Câmara não se entendem quanto à privatização da Chesf Uma semana após o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciar a intenção de usar parte dos recursos da privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) para financiar o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, a companhia vira centro de disputa política. Ontem, enquanto o grupo de trabalho da transposição recomendava a privatização da estatal para financiar a transposição e o ministro de Integração Regional, Fernando Bezerra, discutia o assunto com os governadores dos Estados que serão beneficiados pelo projeto, a Comissão de Economia da Câmara aprovava um projeto que proíbe a privatização da empresa. O relator do projeto, deputado Clementino Coelho (PPS-PE), justificou a proibição afirmando que a bacia do São Francisco (coberta pela Chesf) está no Semi-Árido, onde a empresa é muito próxima da sociedade. Para o relator do grupo de trabalho da transposição, deputado Marcondes Gadelha (PFL-PB), a privatização da Chesf é de extrema importância para que seja viabilizado o início das obras da transposição das águas do São Francisco. No encontro com os governadores do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco que devem ser beneficiados com a transposição , Bezerra sugeriu uma série de medidas compensatórias aos Estados produtores. Em até 60 dias, teremos nova reunião para responder às sugestões do ministro, disse o governador do Ceará Tasso Jereissati (PSDB) porta-voz do grupo. Bezerra anunciou para a próxima semana um encontro com os quatro governadores dos Estados da bacia doadora: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Alagoas. |
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