LG_jc.gif (3670 bytes)

FORÇA NACIONAL
Outra vez, o dia é verde e amarelo

por Ivan Moraes Filho

MARACAÍPE – Ontem, mais uma vez, o dia foi todo pintado de verde e amarelo no ISA Maresia World Surfing Games (WSG 2000). No feminino, a cearense Tita Tavares ficou em primeiro lugar na bateria que disputou e conseguiu o ingresso nas oitavas-de-final. Já a potiguar Alcione Silva, atual campeã da Olimpíada do Surfe, ficou atrás da havaiana Melanie Bartels (segundo lugar nos últimos WSG). Mesmo com a revanche, a brasileira não deixou de conseguir uma vaga nas oitavas.

No longboard, Marcelo Freitas também não ficou em primeiro. Perdeu para o taitiano Michel Demont. Assim como Alcione, porém, o segundo lugar deu ao brasileiro a vaga nas quartas-de-final do pranchão. E quem também está nas quartas é o carioca Sérgio Peixe, que competiu no kneeboard. A modalidade – em que o surfista desce a onda de joelhos – é provavelmente a menos conhecida dos ISA Games, mas a bateria do brasileiro atraiu tanto público quanto qualquer outra. Toda a equipe do País marcou presença, gritando à vontade a cada manobra de Peixe, surfista mais velho do time, com 43 anos.

Em princípio, o prosseguimento das baterias nas categorias júnior e open estava marcado para o dia de ontem. Na última hora, a organização resolveu adiantar as repescagens, adiando o main event para hoje. Se, por um lado, a maioria da delegação brasileira – que já havia garantido a classificação – teve folga, o paraibano radicado em Pernambuco Fábio Gouveia trabalhou como ninguém. Participou de três baterias. Venceu as três e continua no torneio paralelo, que vale duas vagas para a final.

“Esse é o preço de se estar nas repescagens. A gente tem muita bateria, uma em cima da outra. Mas é isso mesmo. Continuo amarradão e doido para ganhar esse título”, afirmou Gouveia, único atleta da equipe open que já venceu um mundial amador (em 88, em Porto Rico). A programação oficial das baterias de hoje será divulgada pela manhã, e é provável que Fabinho volte a competir. Como todos os competidores que perdem uma vez são rebaixados às repescagens, um atleta tem que vencer o dobro de baterias no main event para que consiga chegar ao título. A missão é difícil, mas não há nada de impossível. Tanto que o australiano Michael Campbell, que caiu no segundo round em 98, em Portugal, deu a volta por cima e conseguiu ser o campeão do ISA Games.

UNIÃO – Como de praxe, a delegação tupiniquim só abandonou a praia quando não havia mais ninguém, que falasse português, sem sotaque lusitano caindo nas ondas. Entre os que folgaram, as opiniões eram diferentes. “A gente deveria competir logo. Dois dias sem provas deixam os atletas fora de ritmo”, argumentou o único amador na open, o catarinense Raphael Becker.

-----------------------------------------------------------------------


Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira