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FORÇA NACIONAL II
Kneeboard: ajoelhou, tem que surfar

Quem chega agora a Maracaípe e pergunta pela progamação oficial das baterias, pode ter uma surpresa a ler o nome de uma das modalidades que compõem a Olimpíada do Surfe: kneeboarding. Traduzindo-se literalmente, a palavra quer dizer ‘surfe de joelhos’. Explicando-se em termos simples... é surfe de joelhos mesmo.

A prancha utilizada por quem compete nesta categoria é um pouco menor e mais larga que as usadas pelos atletas do tradicional surfe (que ficam em pé). Há também uma borracha instalada na parte onde ficam os joelhos, para que se evitem contusões. Quem vê de fora, um surfista descendo a onda de kneeboard, não o diferencia muito de um descendo com uma prancha normal. A diferença é que, com um centro de gravidade mais compacto, o kneeboarder corre menos risco de cair e tem mais facilidade em executar um tubo.

Como acontece com toda minoria, os kneeboarders sofrem preconceito dos próprios colegas. Normalmente, brinca-se dizendo que escolheram esta modalidade porque não conseguem ficar em pé na prancha. “Claro que eu consigo. Mas, na adolescência, sofri muito com essa falta de bom senso. Acho até que foi bom. Ajuda a gente a crescer como ser humano”, alegou o tetracampeão do ISA Games, Gigs Cellers, da África do Sul.

Logo que começou a ‘brincar’ no mar, Cellers pegava ondas deitado. Observando o americano Dean Cleary descer as ondas num kneeboard, virou a casaca e nunca mais voltou atrás. “Hoje, os mesmos colegas que zombavam de mim, sempre me parabenizam”, alfineta.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira