
FORÇA NACIONAL II
Kneeboard:
ajoelhou, tem que surfar Quem chega agora a Maracaípe e pergunta
pela progamação oficial das baterias, pode ter uma
surpresa a ler o nome de uma das modalidades que compõem
a Olimpíada do Surfe: kneeboarding. Traduzindo-se
literalmente, a palavra quer dizer surfe de
joelhos. Explicando-se em termos simples... é
surfe de joelhos mesmo.
A prancha utilizada por
quem compete nesta categoria é um pouco menor e mais
larga que as usadas pelos atletas do tradicional surfe
(que ficam em pé). Há também uma borracha instalada na
parte onde ficam os joelhos, para que se evitem
contusões. Quem vê de fora, um surfista descendo a onda
de kneeboard, não o diferencia muito de um descendo com
uma prancha normal. A diferença é que, com um centro de
gravidade mais compacto, o kneeboarder corre menos risco
de cair e tem mais facilidade em executar um tubo.
Como acontece com toda
minoria, os kneeboarders sofrem preconceito dos próprios
colegas. Normalmente, brinca-se dizendo que escolheram
esta modalidade porque não conseguem ficar em pé na
prancha. Claro que eu consigo. Mas, na
adolescência, sofri muito com essa falta de bom senso.
Acho até que foi bom. Ajuda a gente a crescer como ser
humano, alegou o tetracampeão do ISA Games, Gigs
Cellers, da África do Sul.
Logo que começou a
brincar no mar, Cellers pegava ondas deitado.
Observando o americano Dean Cleary descer as ondas num
kneeboard, virou a casaca e nunca mais voltou atrás.
Hoje, os mesmos colegas que zombavam de mim, sempre
me parabenizam, alfineta.
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