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EUROPA
Teste de DNA pode identificar assassino

por Reali Júnior
Agência Estado

PARIS – Exames de DNA poderão levar a polícia aos assassinos de Gregory Villemin, garoto de quatro anos cujo corpo foi achado com as mãos amarradas e afogado no Rio Valogne, perto do vilarejo de Lespanges, região do Vosges.

O assassinato, em 1984, conhecido como o caso “Petit Gregory”, emocionou a chamada França profunda, tendo-se transformado numa autêntica novela em razão de seu trágico desdobramento. Na época, o jornal nacional da TV francesa revelava diariamente um novo episódio da misteriosa morte, até hoje sem solução.

Isso porque, o assassinato chegou a ser reivindicado em várias cartas endereçadas à família da vítima, antes e depois do crime, por alguém que se identificava como “O Corvo”. Agora, análises do DNA serão feitas sobre um selo que pode conter traços de saliva do autor da carta. As suspeitas, na época, recaíram sobre várias pessoas, inclusive a mãe, Christine Villemin, que chegou a ser presa, indiciada e, depois, inocentada. Trata-se de uma história, típica do interior de um país, em que a relação de amor e ódio entre familiares vão ao extremo.

A tal ponto que Bernard Laroche, cunhado e inimigo do pai de Gregory, logo se tornou um dos principais suspeitos. Foi morto a tiros de carabina por Jean-Marie Villemin, que quis vingar a morte do filho. As suspeitas sobre Laroche nunca foram confirmadas e Jean-Marie foi condenado a reclusão por homicídio doloso. A pena já foi cumprida e os pais da vítima mudaram-se para Paris. Agora o Tribunal de Recursos de Dijon ordenou a reabertura do caso, graças a um recurso apresentado pelos pais e avós de Gregory, autorizando análises genéticas em um fragmento do selo de uma carta assinada pelo Corvo, enviada em 1983 aos avós do garoto pouco antes do crime.Os resultados das análises só serão conhecidos em setembro.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira