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RELATÓRIO INTERNACIONAL Anistia diz que impunidade ainda reina nos países da América Latina LONDRES A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, com sede em Londres, condenou governos e grupos armados da América Latina por abusos e execuções cometidos em 1999 e alertou que a impunidade reina na região. A denúncia consta no Relatório 2000 da organização, divulgado ontem simultaneamente em 180 países. O documento afirma que nenhuma parte da Terra foi poupada de violações em 1999, um ano em que conflitos sangrentos proliferaram por todo o mundo. Com relação à América Latina, a Anistia Internacional elogiou os esforços visando ao julgamento de perpetradores de violações, especialmente no caso do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, mas ressaltou que a impunidade continua imperando em todos os países da região, inclusive o Brasil. Algumas violações continuam nos preocupando, como a aplicação da pena de morte na Guatemala e as tentativas do Peru de se retirar do sistema da justiça interamericana. Também nos preocupa o aumento da tolerância zero, particularmente no Brasil e na Venezuela, expressou o diretor-executivo da Anistia Internacional em Buenos Aires, Sergio Laurenti. O relatório chamou a atenção para a escalada de violações na Colômbia, à luz de um conflito armado que dura três décadas e se torna cada vez mais violento. Em 1999, mais de 3.500 pessoas foram alvo da violência política, em forma de desaparecimentos, seqüestros, torturas, assassinatos e desalojamentos maciços. Em relação a Brasil, Equador, El Salvador e Venezuela, a preocupação da Anistia Internacional é idêntica: os excessos da polícia. Foram habituais os relatos sobre casos de brutalidade ou uso excessivo da força por parte da Polícia, que, com freqüência alta demais, tiveram conseqüências fatais, afirma a organização. |
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