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RELATÓRIO INTERNACIONAL II Brasil também não fica atrás na questão dos direitos humanos Ainda no Brasil, assim como na Bolívia, Chile, México e Paraguai, a Anistia Internacional denunciou ameaças e táticas de intimidação adotadas pelas autoridades contra defensores dos direitos humanos, jornalistas e ativistas. O relatório chama a atenção também para a situação no México, onde prosseguem as detenções arbitrárias, torturas, homicídios e ameaças de morte favorecidos por um sistema judicial inexistente. O relatório da AI acusa pelo menos 144 países dois terços do total mundial de violar diariamente os direitos humanos. Os crimes variam de execuções sumárias (em 38 países) a detenção de ativistas políticos (61 países) e, na maioria, tortura (132 países). As condições de detenção dos prisioneiros comuns, inclusive menores, são cruéis, desumanas e degradantes. Além disso, torturas e maus tratos foram denunciados como prática comum em muitas delegacias, prisões e instituições para menores. Em 1999, foram contabilizados cerca de 170.000 prisioneiros em mais de 500 prisões, nas quais foi registrado um alto número de detidos mortos como resultado da violência policial. Além disso, esquadrões da morte, que atuam com a participação das forças policiais, seguem operando em muitos estados brasileiros, como Acre, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas e Rio Grande do Norte. |
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