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JC NEGÓCIOS
Fernando Castilho

"Naquele tempo tinha dinheiro. Hoje, esse negócio de municipalismo no Brasil é tudo da boca pra fora. Todos votam com o Governo"


ROBERTO MAGALHÃES.
Prefeito do Recife respondendo ao vereador Severino Bria que lhe sugeriu fazer na PCR o que, segundo o parlamentar, tinha sido feito no Governo pelo servidor.

Montanha de indefinições

Por maior boa vontade que se possa ter com o projeto de transposição do São Francisco e simpatia pelo novo conceito de uso múltiplo das águas dos rios do Nordeste, é difícil acreditar que um projeto de R$ 10 bilhões mesmo que num horizonte de dez anos seja factível. Ainda mais quando se tenta atrelar a ele os recursos da venda de uma companhia como a Hidro-Elétrica do São Francisco (Chesf). E ainda mais sob forma de venda pulverizada de ações.

Não há, apesar das declarações dos governadores, nenhum encaminhamento consistente além do desejo dos que defendem o projeto em produzir fatos. E até agregar parceiros como a estratégia de incluir no megaprojeto realidades tão distantes como as do Piauí e do Tocantins às do sul da Bahia.

Daí porque os governadores Tasso Jereissati, Jarbas Vasconcelos, José Maranhão e Garibaldi Filho debateram, ontem, em Brasilia, mais a questão da privatização da Chesf do que a Transposição – a questão não está nem na venda da Chesf nem na construção de um conjunto de canais, mas no destino das águas. Na definição de quem terá a prioridade nesses escassos recursos naturaisl da região.

Tudo isso separa do grupo que se reuniu ontem, os governadores da Bahia, César Borges, de Sergipe, Albano Franco, e de Alagoas, Ronaldo Lessa. Porque eles sabem, hoje, com maior pressão popular, que o Rio São Francisco precisa antes de ser transposto de receber cuidados especiais para não morrer.

Isso vai levar o debate à questão da irrigação que ele permite e cuja tecnologia de captação está cada dia sendo posta em xeque pelo volume que consome. E remete direto à questão do futuro do complexo gerador de energia que, como se sabe, além de megawatts gerou um poderoso lobby dentro do Congresso.

Não se trata de levar em conta a aprovação do presidente Fernando Henrique que agora diz apoiar o projeto. Trata-se de analisar, sem paixão, as condicionantes que ele coloca: a venda da Chesf. Porque ele próprio, de forma muito hábil, deixou essa questão para seu sucessor. E, em sendo assim, o mega projeto fica dependendo de muita coisa sobre os quais seus defensores já não têm domínio.

Quem vai bancar o plano?

Tudo muito bom, tudo muito bem. O Governo Federal anuncia pra semana que vem o lançamento do Plano Nacional de Segurança. Só tem um problema: quem vai bancar a conta do reequipamento das polícias civil e militar? Hoje, tudo que os estados gastam com pessoal, equipamentos e custeio entra na coluna de despesa cujo limite pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 60% das Receitas Correntes Líquidas.

Em cima do muro

Pernambuco vai continuar em cima do muro em relação à questão da transposição das águas do Rio Francisco. Dentro do Governo ganha o grupo que é contra o projeto, mas o governador Jarbas Vasconcelos ainda não tem uma posição final e quer mais informações. Como esse projeto não vai sair do papel nem tão cedo, dá para aguardar.

Contra o tempo

O Governo do Estado terá de correr para enviar o mais depressa possível à Assembléia Legislativa o projeto de lei que cria o Fundo de Habitação de Pernambuco, no valor de R$ 252 milhões. É que o recesso parlamentar começa de hoje a uma semana por ocasião do dia de Corpus Christi e o Estado quer votá-lo ainda este mês.

A chuva que adoça o açúcar do Nordeste

Apesar da crise, a expectativa dos produtores de açúcar de Pernambuco, Alagoas e Paraíba é de recuperar o faturamento na safra 2000/2001. Mais por conta da seca e queda na safra do Centro-Sul que subiu o preço do açúcar, que da recuperação das lavouras locais.

Consultor

O consultor Manoel Alves de Lima, da Falzoni & Alves e Lima Projetos para o Varejo, visita hoje o Shopping Tacaruna para uma conversa com lojistas e gerente daquele centro comercial sobre o tema “Se você quer nadar entre tubarões, seja um deles”. Alves é reconhecido nacionalmente como um dos maiores entendidos em segmento de shopping, tendo entre seus clientes a Disney, C&A, Riachuelo, Boticário, Bunnys, Ponto Frio, Adidas e Le Postiche.

Call Back barato

Quando o ministro Rodolpho Tourinho reclama da cobrança de 25% de ICMS nas ligações internacionais tem razão. Isso já está estimulando a entrada no Brasil das empresas internacionais. A One World Communications que atua em 10 países e é provedor de serviços de longa distância nos Estados Unidos, Rússia, Japão, Alemanha, França, Suécia, Suíça, Nova Zelândia, Peru e Argentina, e já está oferecendo Call Back com desconto de, no mínimo, 50%.

Raymond Smith, diretor de negócios imobiliários da Cushman & Wakefield Semco, é a estrela do 6º Encontro de Profissionais de Investimentos dos Fundos de Pensão Norte/Nordeste coordenado pela Banorte Fundação que começa, hoje, no Hotel Intermares.

Comparado com 1999 o número de cupons na promoção do Dia dos Namorados cresceu 43%. Passou de 100 mil concorrentes.

Hoje tem protesto da Confederação Nacional dos Metalúrgicos em frente à Fiepe e em defesa da redução da jornada de trabalho para 36 horas. Com a presença do presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos Heiguiberto Navarro. Às 7h.

O secretário de Administração Maurício Romão é o convidado dos conselheiros e funcionários do Tribunal de Contas do Estado amanhã, no Recife Palace. Vai falar sobre Fundação de Aposentadorias e Pensões (Funape). Às 9h.

Entrou no ar o primeiro jornal diário digital de Caruaru, o Novo Agreste On Line. O endereço eletrônico é www.novoagreste.com.br.

Apostando no São João, o Boa Viagem Outlet volta a abrir neste domingo. Das 12h às 20h.

E-mail: castilho@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira