LG_jc.gif (3670 bytes)


SEU DINHEIRO
Regina Pitoscia

Bolsa doméstica sem rumo

Os seguidos sinais de desaceleração da economia norte-americana ou de ausência de risco inflacionário têm reduzido a instabilidade das ações em Nova Iorque, mas não tem sido suficiente para traçar com clareza uma tendência para os índices Nasdaq e Dow Jones. A indefinição no exterior, apesar dos indicadores considerados alentadores nos EUA, tem deixado sem rumo as ações no pregão doméstico.

A Bolsa de São Paulo fechou com discreta valorização de 0,07%, depois de oscilar entre uma alta de 1,03% e uma baixa de 1,34%. O volume foi de R$ 1,067 bilhão, engordado pelo vencimento de contratos de Índice Bovespa (IBovespa) futuro e pela movimentação de investidores que estão adquirindo outros papéis com os recursos obtidos pela venda das ações de Telesp Celular na véspera, em operação de recompra da Portugal Telecom.

Em Nova Iorque, o Nasdaq, índice que agrupa as ações de empresas de alta tecnologia, fechou com perda de 53,48 pontos ou 1,39% e o Dow Jones, dos papéis de empresas tradicionais, com ganho de 66,11 pontos ou 0,62%. Os dados divulgados ontem nos EUA reforçaram os sinais de um desaquecimento da economia e de redução da pressão inflacionária.

O Livro Bege apontou um processo de desaceleração da economia, após um crescimento vigoroso em abril e maio, uma análise que será referência para a decisão que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) adotará em relação aos juros na reunião dos dias 27 e 28. O índice de preços ao consumidor (CPI), com variação de apenas 0,1% em maio, também foi considerado favorável ao mercado. Um fator perturbador foi a continuidade da escalada dos preços do petróleo no mercado internacional. Em Nova Iorque, nos contratos para entrega em julho, o barril foi cotado por US$ 32,85.

Hoje, será divulgado o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos nos EUA na semana até 10 de junho. A impressão é de que o mercado se tem limitado a reagir apenas com uma redução de instabilidade à divulgação de dados considerados positivos na economia dos EUA. O que se teme, no entanto, é que o mercado retome os solavancos diante de eventuais sinais negativos.

O mercado doméstico de ações tende a permanecer instável até o vencimento de exercício de opções, na segunda-feira. Na sexta- feira, ocorre o vencimento com opções de American Depositary Receipts (ADR) no mercado de Nova York.

TENDÊNCIAS – Contratos de juro futuro negociados na BM&F apontam taxa efetiva de 18,28% ao ano (18,25% na véspera) ou 1,41% ao mês (1,41% no dia anterior), em junho; de 18,30% ao ano (18,43%) ou 1,41% ao mês (1,42%), em julho; de 18,58% ao ano ou 1,57% ao mês, em agosto. Contratos de dólar futuro indicam, em relação à cotação de R$ 1,811 à vista, uma alta de 0,44%, para R$ 1,819, até 30/6; e de 1,21%, para R$ 1,833, até 31/7.

IBovespa futuro sugere valorização de 0,52%, para 17.048 pontos, até o vencimento em agosto.

Dólar
Os preços do dólar fecharam em alta no paralelo e em baixa no comercial. O paralelo subiu 0,36%, para R$ 1,900 na compra e R$ 1,927 na venda, e acumula alta de 1,05% na semana, e de 0,52% no mês. O comercial caiu 0,06%, comprado por R$ 1,809 e vendido por R$ 1,811, e apura uma alta de 0,50% na semana.

Renda fixa
As taxas de juros ficaram estáveis ontem no mercado de renda fixa. CDBs prefixados de 30 dias foram emitidos por juro máximo de 18% ao ano, ou 1,39% bruto e 1,11% líquido ao mês. Nas agências, para o valor de R$ 5 mil, a taxa média foi de 14,35% ao ano, ou 1,12% bruto e 0,90% líquido ao mês.

Ouro
O ouro movimentado na BM&F fechou o pregão cotado por R$ 17,75 o grama, com alta de 0,85%. O volume negociado foi de 65 kg. Em três dias da semana, o grama doméstico acumulou uma alta de 0,85%, que sobe para 4,72% no mês. Na Comex, a onça-troy de ouro foi cotada por US$ 291,60 nos contratos para liquidação em junho.


Jornal do Commercio
Recife - 15.06.2000
Quinta-feira