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CULTURA IV Livros não vão mais até os leitores Reciclagem foi possivelmente a palavra mais usada nos últimos dez anos quando o assunto era solução de problemas. Reciclagem de pessoal, de material, de proposta. Em 1995, a Fundação de Cultura da capital pernambucana resolveu aderir a este conceito dos anos 90 e, com ônibus velhos da Companhia de Transportes Urbanos do Recife (CTUR), ela criou a biblioteca itinerante, mais conhecida como o Ônibus Biblioteca. A proposta era colocar um acervo literário nesses automóveis que, por serem velhos demais, não podiam mais servir à frota de circulação. Dois anos mais tarde, depois do sucesso da idéia, surgiram mais dois ônibus com este propósito e, desta forma, livros chegaram ao alcance de uma população que ao menos sabia o que significava uma biblioteca. Este ano, com a privatização da CTUR, lá se foi mais uma brilhante idéia por leilões abaixo. Segundo o gerente de manutenção da CTUR, Gervásio Tassi, na compra da empresa, a Prefeitura do Recife mandou desmanchar os ônibus e tirar todo o acervo de livros de dentro dele. Depois disso, a única coisa que nós podíamos fazer era colocar aqueles ônibus em ferro-velho, o que nós fizemos, explica. Ainda de acordo com ele, a idéia era continuar com o projeto, mas com o desmanche dos ônibus pela prefeitura, o projeto caiu. O acervo das bibliotecas itinerantes está temporariamente guardado numa sala da Biblioteca Municipal de Afogados, onde, segundo a professora Gilda Verri, os volumes estão sofrendo com a umidade do local e, pior, com as goteiras que surgiram nas últimas chuvas. Gilda coordenou as atividades dos Ônibus Biblioteca e garante que a população precisa desse serviço. Mas, ao contrário do que a criatividade ditaria, os automóveis que antes serviam de centros culturais agora estão amassados entre ferros não mais recicláveis para servirem de bibliotecas. BIBLIOTECAS DA REGIÃO METROPOLITANA Biblioteca Pública
Castelo Branco Em frente ao Parque 13 de Maio,
Santo Amaro. Fone: 423.8446
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