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CHUVAS
Em emergência ou calamidade, municípios agora contabilizam danos

Ontem, onze novos municípios do Estado decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública. Os decretos de emergência foram assinados pelos prefeitos de Gameleira, Cortês, Goiana, Cupira e Vitória de Santo Antão. Em calamidade pública estão Rio Formoso, Belém de Maria, Barra de Guabiraba, Catende, Maraial e São Benedito do Sul. Confira a situação nas principais cidades e clique nas fotos para vê-las ampliadas.

Água Preta - A estimativa é de 8 mil a 10 mil desabrigados em uma população de 30 mil habitantes. Cerca de 1,5 mil casas foram atingidas. A unidade mista de saúde foi quase totalmente coberta pela água, que ainda cobre boa parte da cidade. A prefeitura está tentando conseguir R$ 1 milhão apenas para atender às vítimas da enchente.

Barreiros - Mais de 2 mil famílias estão desabrigadas, o que representa 60% da população. O hospital municipal registrou um alagamento de dois metros de altura e os doentes foram transferidos para as unidades médicas de municípios vizinhos. Três pontes foram interditadas. O cálculo das perdas está acima de R$ 3 milhões.

Belém de Maria - O município tem 5 mil desabrigados. Ontem, a cidade começou a contabilizar os inúmeros prejuízos. Somente a recuperação do hospital local deverá consumir R$ 1 milhão. As chuvas também destruíram boa parte da pavimentação da cidade.

Cabo de Santo Agostinho - O município tem 600 famílias desabrigadas, de um total de 150 mil habitantes. Os maiores danos foram a destruição de casas, o desmoronamento de barreiras e a obstrução de acessos rurais. A prefeitura calcula que cerca de R$ 4 milhões serão necessários para recuperar os prejuízos.

Camaragibe - São 118 famílias desabrigadas. Além das moradias, também houve danos em barreiras, escadarias e acessos à áreas mais distantes. A estimativa inicial é que serão necessários R$ 5 milhões para reverter os prejuízos.

Catende - A Codecipe divulgou que são 10 mil desabrigados no município.A cidade é uma das mais castigadas pela cheia. Não há estimativas sobre o prejuízo.

Ipojuca - Até quarta-feira, 400 famílias estavam desabrigadas. Ontem, cerca de 250 famílias voltaram para suas casas. Apesar de o nível da água ter baixado, as praias de Maracaípe e Serrambi continuavam isoladas. O levantamento dos prejuízos ainda não foi feito.

Jaboatão dos Guararapes - O município tem 600 mil habitantes e 1,65 mil pessoas desabrigadas. Somente ontem, 90 famílias solicitaram ajuda oficial para transporte de seus pertences. A prefeitura também espera a redução do nível das águas para levantar os prejuízos.

Palmares - É uma das situações mais críticas. Não existem números oficiais, mas o Corpo de Bombeiros estima que 60% da população de 70 mil habitantes esteja da desabrigada. O Hospital Regional foi totalmente destruído e calcula seu prejuízo em R$ 1 milhão.

Olinda - Já chega a 2,2 mil o número de desabrigados na cidade, que tem cerca de 350 mil habitantes. As principais vias públicas estão deterioradas e 22 casas foram destruídas pelos deslizamentos de barreiras.

Sirinhaém - Mais de mil famílias estão desabrigadas no município que tem população de 36 mil habitantes. As quedas de barreiras destruíram 40 casas. A prefeitura estima que R$ 1 milhão sejam necessários para minimizar dos danos.

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Jornal do Commercio
Recife - 04.08.2000
Sexta-feira