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EMERGÊNCIA PREFEITOS CRITICAM GOVERNO PELA CENTRALIZAÇÃO DE VERBAS A ajuda do Governo Federal para os municípios pernambucanos atingidos pelas chuvas chega debaixo de polêmica. Em reunião ontem, prefeitos da região metropolitana, da Zona da Mata e do Agreste questionaram a centralização, no Governo do Estado, dos R$ 40 milhões liberados pela União. Na avaliação de prefeitos que participaram do debate, na sede da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o Estado não terá condições de executar as ações sozinho. Quem conhece seus problemas é o município, declara o prefeito de Moreno, Vavá Rufino. O prefeito de Camaragibe, Paulo Santana, informa que a cidade tem condições de recuperar vias de transporte, construir habitações populares, limpar canais, construir encostas e fazer pequenos consertos em equipamentos públicos locais postos de saúde e escolas. Para isso, ele reivindica que o dinheiro seja repassado ao município. O apoio do Estado é importante, para as ações que as cidades não têm condições de executar. Ele acrescenta que as prioridades definidas pelo governo não atendem às questões internas das cidades. As chuvas estragaram estradas nas cidades. Queremos incluir essas questões internas nos R$ 40 milhões, diz. Otacílio Cordeiro, prefeito de Catende, e Eduardo Coutinho, de Água Preta, também defendem uma maior participação dos municípios na execução das obras. Coutinho afirma que o município pode recuperar calçadas e fazer habitações populares, mas precisará do Estado para recompor as mais de dez pontes destruídas pelas águas. Não podemos executar grandes obras. Ele disse que a reconstrução das pontes é prioridade de Água Preta. A safra da cana começa entre 15 e 20 de setembro, com um preço melhor por causa das chuvas, mas teremos dificuldade no escoamento da produção, observa. Para evitar a exploração política dos recursos, principalmente por se tratar de um ano eleitoral, os prefeitos sugerem a criação de uma comissão de acompanhamento das obras. O presidente da Amupe, Josete Amaral, também destaca o momento eleitoral difícil. É preciso entender, porém, que a população não está interessada em quem vai executar a obra, mas sim que as ações sejam feitas o mais rápido possível. |
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