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DESAPARECIMENTO GOE suspeita que seqüestro de estudante da Esuda foi forjado O Grupo de Operações Especiais (GOE) iniciou, oficialmente, a investigação de um seqüestro atípico, tendo como vítima a estudante de psicologia da Faculdade Esuda Josenaide Quintino de Sá, 19 anos. Ela desapareceu na última terça-feira, após sair de casa, no bairro da Boa Vista, para uma aula de informática. Cinco horas mais tarde, um homem telefonou para o pai da vítima, o agricultor Abelmiro Quintino de Sá, exigindo um resgate de R$ 10 mil. O valor foi negociado e acabou sendo reduzido para R$ 9 mil. Por volta das 14h de ontem, Josenaide foi libertada em um posto de gasolina da BR-232, em Moreno. Nervosa, a estudante foi levada pela família para uma clínica particular. A partir do pedido de resgate, vários pontos estranhos despertaram a atenção da polícia. Em primeiro lugar, o dinheiro deveria ser depositado na conta corrente da vítima. Mesmo com a indefinição da data de soltura da estudante, o pai viajou para Belém do São Francisco, onde tem uma fazenda. Mas o que mais intrigou os policiais foi um telefonema que o agricultor recebeu quinta-feira. A própria Josenaide falava ao telefone e pedia pressa no resgate. Assim que o pai pediu para falar com os seqüestradores, a estudante desligou. Os pais de Josenaide têm poucas posses, a mãe e mais um irmão moram com a estudante num apartamento simples na Boa Vista. O pai e o irmão mais velho dela vivem na fazenda em Belém de São Francisco, onde cultivam arroz. No entanto, o tio da estudante Valmir Quintino, é um dos empresários mais bem-sucedidos de Belém de São Francisco. Valmir é dono de duas beneficiadoras de arroz (Arroz Quintino e Arroz Valdivino) e foi ele quem pagou os R$ 9 mil do resgate. O homem que negociou o resgate disse que era para colocar o dinheiro no banco que eles sacariam em qualquer caixa eletrônico. Desde terça-feira, foram várias ligações, mas só deixaram Josenaide falar duas vezes. Na última, ela só disse que não estava aguentando mais e que o pai pagasse logo o que eles queriam, revelou a mãe da vítima, Sinalva Sá e Silva. O dinheiro foi depositado na conta de Josenaide sexta-feira. Desde então, foram realizados saques diários em torno de R$ 1 mil em caixas eletrônicos e, ontem pela manhã, a própria estudante retirou R$ 5 mil na agência do Banco do Brasil de Vitória de Santo Antão. Josenaide tirou o dinheiro e deu na mão dos bandidos. Depois eles soltaram ela na estrada e aí minha filha pegou uma carona com uma mulher que a deixou no posto de gasolina. Lá ela ligou para meu marido, que entrou em contato comigo. Peguei carona com uma vizinha e fui buscá-la, disse a mãe da estudante. Josenaide estaria muito nervosa e foi elevada para uma clínica na Boa Vista. Os médicos que a atenderam não encontraram sinais de violência. Os sintomas que a vítima apresentou foram de sonolência, como se tivesse sido sedada. Josenaide disse que era obrigada a ingerir comprimidos e ficava sozinha num quarto com banheiro. O lugar só tinha uma janela que era vedada com um pano preto. Durante os seis dias de cativeiro, ela só teria comido coxinhas e refrigerantes. A estudante teve permissão para tomar banho várias vezes, mas reapareceu com a mesma roupa que saiu de casa há uma semana. |
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