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PENITENCIÁRIA Presos se rebelam para não voltar à cela ARCOVERDE Um dia após a morte de quatro detentos, vítimas de um incêndio provocado pelo vazamento de gás de cozinha no interior de uma das celas, o clima foi de tensão no Presídio Advogado Brito Alves, localizado nesta cidade, porta de entrada do Sertão do Estado. Do lado interno da unidade, os 14 presos que escaparam do acidente, realizaram um motim e negaram-se a retornar à cela onde morreram os colegas. Foi preciso a ação do Batalhão de Choque para contornar a situação. Na parte externa, familiares desesperados procuravam informações sobre os detentos. Por determinação do juiz Corregedor de Presídios, Cícero Magalhães, a imprensa não teve acesso ao interior da unidade, sob a justificativa de ter sido esta uma das condições impostas pelos presos para por fim ao motim. A unidade, que contava com 384 detentos, foi projetada para receber apenas 136 presos. De acordo com informações de agentes penitenciários, o incêndio começou por volta das 20h do domingo, quando alguns dos detentos da cela 07 do pavilhão A, que contava com 18 internos, tentaram assar uma carne. Houve vazamento de gás e o fogo começou, espalhando-se rapidamente pelos colchões e lençóis da cela. Para se protegerem das chamas, os demais detentos esconderam-se no banheiro da cela. Durante o incêndio, os agentes não conseguiram encontrar a chave da cela, o que levou ao uso de uma alavanca para a quebra do cadeado. Sem contar com unidades de Corpo de Bombeiros na cidade, já que a mais próxima fica em Belo Jardim, a uma distância de 80 quilômetros, os próprios agentes se encarregaram de apagar o incêndio com lençóis molhados, embora os dois extintores existentes na casa de força da unidade, não tivessem sido usado. Foi tudo muito rápido, em menos de um minutos o fogo tomou conta de tudo e quando chegamos, pouco podemos fazer, acrescentou um agente, enquanto falava com o juiz corregedor. Como os presos da cela incendiada negaram-se a voltar para as celas e diante do desaparecimento da alavanca usada para quebrar os cadeados, a direção da unidade decidiu pedir o reforço policial, para realizar uma revista em todos os presos. Do lado de fora, familiares dos presos se desesperavam com a situação. Moradores das casas próximas à unidade, disseram ter ouvido o disparo de um tiro momentos após o início do incêndio. Se isto realmente aconteceu, foi uma questão de alerta, explicou diretor da unidade, Cláudio Neves de Almeida. Morreram no incêndio Edmílson Firmo Leitão, 30, Gérson Pedro da Silva, 37, Jakson Pereira da Silva, 22 e Roberto Salvador da Silva, 30. |
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