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SAÚDE II Casal entrou na Justiça para que plano de saúde cobrisse cirurgia Submeter-se a uma cirurgia de redução de estômago é um desafio que depende não só de reeducação alimentar e conscientização. É preciso também estar disposto a brigar na Justiça, pelo menos para uma boa parcela dos pacientes que possuem plano de saúde. Como nesses casos é a vida que está em jogo já que o risco de mortalidade é 12 vezes maior para os obesos severos, sobretudo quando associada a outras doenças a maioria das sentenças acaba sendo favorável para os gordinhos. Como o que aconteceu com o representante comercial Welligton Ferreira Costa, operado em julho. Segundo ele, o plano de saúde tinha se negado a receber a indicação médica, que apontava ainda problemas circulatórios e hipertensão, aumentando os riscos de vida. O caso foi levado à Justiça e a liminar, concedida imediatamente. Os planos de saúde precisam entender que a obesidade já é considerada uma doença e, que, por isso mesmo, precisa ser tratada, dispara Welligton, que já perdeu cerca de 11 quilos. Assim como ele, sua esposa, a psicóloga Teresa de Jesus Viana de Araújo, teve de entrar na Justiça para ser operada de obesidade em setembro do ano passado. Quando a gente emagrece, tudo muda. Agora, me sinto bem e com a auto-estima lá em cima, diz Teresa, orgulhosa. Juntos, Welligton e Teresa formam um dos primeiros casais, em Pernambuco, a se submeterem à operação de redução do estômago, ambas realizadas pelo cirurgião Joaquim Branco. A lei federal 9.656, de 98, já determina que os planos de saúde dêem cobertura para esse tipo de cirurgia, esclarece o advogado Evandro de Paiva Barbosa. Mesmo com a negativa de algumas empresas, o professor da UPE e médico Pedro Cavalcanti acredita que a tendência é que os planos comecem a se enquadrar nessa nova realidade, já que, muitas vezes, o tratamento para um obeso, a longo prazo, é mais dispendioso que a própria cirurgia. HEREDITARIEDADE - Na maioria dos casos, um obeso adulto já foi uma criança obesa, por conta de má alimentação ou mesmo por questões hereditárias, garante o cirurgião Otávio Rosa Borges. Sendo o casal formado por obesos severos, as chances de o filho ter o mesmo problema são superiores a 80%, enquanto que, se apenas um dos pais é gordo, a probabilidade cai para 50%. Quando nenhum dos dois é obeso, as chances são de cerca de 10%, complementa Edmundo Ferraz, do HC. |
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