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ALTO MAR
Cientistas iniciam pesquisa sobre baleias

AGÊNCIA BRASIL

Um cruzeiro para observação de baleias no Nordeste partiu ontem de Natal, no Rio Grande do Norte. Nove pesquisadores, entre biólogos, oceanógrafos, engenheiros de pesca e veterinários, estão à bordo do Faroleiro Graça Aranha para a expedição, a terceira desse tipo organizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em parceria com Secretaria de Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e da Marinha do Brasil.

Durante cerca de 26 dias, sendo 18 em alto mar, os pesquisadores verificarão a ocorrência de grandes cetáceos (baleias, golfinhos e cachalotes) na região que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia. Eles também observarão como os animais se distribuem e em que regiões estão concentrados. Serão estudadas ainda características oceanográficas como correntes, temperatura, profundidade e proximidade da plataforma continental.

Segundo a coordenadora da equipe, a diretoria de Unidades de Conservação e Vida Silvestre do Ibama, Jesuína Maria da Rocha, as informações coletadas no cruzeiro serão importantes para a adoção de medidas futuras de manejo e conservação.

O cruzeiro seguirá um traçado em ziguezague que busca atender áreas em que a presença de baleias foi registrada antes. Segundo Jesuína, o trabalho será predominantemente visual. “As baleias não se mostram por inteiro. Você vê o dorso, uma nadadeira. É uma trabalho cansativo, mas gratificante”.

Além dos animais, os pesquisadores ficarão atentos a possíveis sinais de presença de baleias. As liseiras – grandes bolhas de ar que se formam na superfície pela respiração dos animais – e as manchas na água são as principais evidências. A expectativa é encontrar predominantemente baleias da espécie minke (Balaenoptera acutorostrata), a mais caçada no Brasil quando a atividade era permitida. A minke é uma das 40 espécies de cetáceos encontrados no Brasil.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.08.2000
Terça-feira