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COMBUSTÍVEIS
R$ 1,34 foi o menor preço do litro da gasolina no Recife, ontem

Os consumidores do Recife já podem abastecer os veículos pagando apenas R$ 1,34 pelo litro da gasolina e menos de R$ 1,10 pelo do álcool. Esse era o preço praticado, ontem, por alguns postos de combustíveis. Desde que o Governo Federal resolveu impor limites nas margens de lucro das distribuidoras e dos revendedores, na semana passada, os preços dos produtos entraram em ‘queda livre’.

O comportamento do mercado terminou equiparando os atuais preços àqueles cobrados antes de julho, quando a gasolina sofreu um reajuste de 15%. Na época, os estabelecimentos vendiam o produto entre R$ 1,32 e R$ 1,38.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindicombustíveis), Romildo Ferreira Leite, a queda dos preços se deve à concorrência no setor. “Os revendedores estão acompanhando os postos de bandeira BR Distribuidora. Trata-se de um convite ao suicídio”, frisou Leite. Segundo ele, está difícil manter as atuais cifras porque são as mesmas praticadas pelas distribuidoras, o que dá a entender que os postos estão com as margens de lucro praticamente nulas.

Na Avenida Norte, o posto Veneza, de bandeira Shell, cobrava R$ 1,34 pelo litro da gasolina e R$ 1,06 pelo álcool. “Estamos acompanhando o mercado e preferimos ficar com uma margem de lucro quase zerada do que não vender nada”, afirmou o gerente do estabelecimento, Henrique Wanderley Laporte. Ainda na Avenida Norte, o posto São Luís, de bandeira Esso, também oferecia a gasolina por R$ 1,34, mas o litro do álcool chegava a R$ 1. “Começamos a reduzir ainda mais desde a última sexta-feira. Antes disso, nosso preço era de R$ 1,63 para a gasolina e R$ 1,23 para o álcool”, lembrou o gerente de pista do posto, José Edmilson de Santana.

Em Boa Viagem, os combustíveis também estão mais baratos. No posto Domingos Ferreira, de bandeira BR, o litro da gasolina custava R$ 1,39 e o do álcool estava a R$ 1,06. De acordo com o gerente de vendas Nordeste da distribuidora Ipiranga, Paulo Edilson, a margem de lucro, hoje, para o revendedor sobreviver deve ser de R$ 0,18. Para ele, o Governo Federal foi irresponsável quando impôs um limite de R$ 0,15, para os postos, e de R$ 0,05, para as distribuidoras. “O preço na bomba, hoje, não pode ser abaixo de R$ 1,52. Vamos ter que suspender de imediato a venda pelo cartão de crédito por conta do valor cobrado pelas administradoras”, disse Edilson.

Segundo ele, 55% do preço final da gasolina paga impostos. “O Estado está num momento delicado porque precisa arrecadar mais, entretanto a categoria pede para que haja uma revisão na carga de impostos”, considerou Edilson.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.08.2000
Terça-feira