LG_jc.gif (3670 bytes)

HARDWARE
Scanners estão mais ágeis e inteligentes

por Manuela Allain
mallain@jc.com.br

O primeiro dia na escola. O primeiro beijo. A formatura. A entrada na faculdade. Um mundo novo pela frente. Dizem que o tempo apaga tudo, mas, exageros à parte, quem nunca sentiu aquele impulso de guardar determinados momentos em uma foto, só para poder ver, rever e reviver cada minuto daquela passagem? Fotografias envelhecem e perdem as cores, é verdade. Mas podem durar dezenas de anos se armazenadas no disco rígido do computador ou em um CD-ROM, por exemplo. Para isso, tudo de que você precisa é um bom scanner, que hoje vem com um editor de imagens.

O Jornal do Commercio testou três dos scanners de mesa que estão disponíveis nas lojas do Recife: o OpticPro P8, o TCE S450 e o Genius ColorPage – Vivid III. São modelos simples, do ponto de vista de um designer profissional, mas quebram um galho e tanto na hora de criar convites para o aniversário do seu filho, armazenar fotos, ganhar uns trocados fazendo pequenos favores ou mesmo agilizar a entrega daquele trabalho com quantidade interminável de páginas para digitar e ilustrar.

Anunciado como um aparelho de captação de imagens 3D, o OpticPro P8 é o mais barato dos três – custa R$ 159. O preço anima, mas a performance deixa a desejar. O tal recurso para fazer cópias tridimensionais não passa de uma frase na embalagem. O produto faz o mesmo que qualquer outro scanner, sem novidades.

No CD de instalação, há dois softwares: TextBridge 2.0, que converte imagens scaneadas de texto em texto, e o Micrografx Picture Publisher 8, para melhorar a qualidade, alterar padrão de cor, brilho e contraste da foto. O Publisher não chega a ser um Adobe PhotoShop (a ‘Brastemp’ dos programas de edição de imagem), mas é melhor do que não ter como tratar as imagens.

Dos três scanners avaliados, o TCE parece ser o mais ágil. Assim que você dá o comando, o equipamento começa a copiar a imagem, sem demora e com uma fidelidade impressionante – capta até as ondas de movimentação do objeto (claro que o resultado fica com um ar de pintura modernista, mas é uma mão na roda para quem lida com criação). O TCE é também o que possui os programas mais avançados de tratamento de fotos e de reconhecimento ótico de caracteres (OCR). Vem com o MGI PhotoSuite SE (com barra de ferramentas e recursos parecidíssimos com os do PhotoShop) e o TextBridge Pro 8.0. O kit completo custa R$ 189.

Preferido por sete entre 10 consumidores, o novo Genius ColorPage é outra opção bem interessante. Principalmente para quem não tem a mínima idéia de como escanear ou melhorar a qualidade das figuras. O hardware vem com dois botões externos que permitem iniciar a cópia sem sequer abrir o programa de scan. Os programas já trazem recursos de criação de cartões, álbuns de fotografia e até mesmo o processo de edição das imagens é orientado passo a passo. A janela de digitalização tem cores gritantes, porém foi desenvolvida com ícones de fácil identificação que auxiliam o usuário a descobrir o que é preciso para escanear novas figuras.

A psicanalista e professora universitária Edilene Queiroz, 49, comprou um scanner da marca Genius há dois anos, junto com PC e impressora. “Hoje trabalho com imagens no ensino, sem precisar mandar nada para gráficas. É mais artesanal, mas compensa”, conta, acrescentando que pensa em trocar a máquina por uma nova, que tenha programas de OCR.

Na hora de escolher qual o melhor equipamento a comprar, esqueça o que dizem as embalagens e procure ser mais criterioso, como o designer Leonardo “Buggy” Araújo da Costa, 23, da fonthouse pernambucana Tipos do Acaso. “Não se iluda com o baixo preço que esse hardware atingiu no mercado. Hoje até a Brinquedos Bandeirantes faz scanner. Busque as marcas mais conhecidas e com assistência local”.

________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 09.08.2000
Quarta-feira