
ENTREVISTA / JACK LONDON
E-commerce
ajudará o Nordeste Um dos pioneiros da Internet no Brasil,
o economista Jack London,50 anos, participa, hoje, no
Recife, de um seminário sobre a Web. Sócio fundador da
NetCom Br, ele concedeu entrevista, por e-mail, à
repórter Ana Luiza Aguiar.
Jornal do
Commercio Empresas pioneiras de e-commerce como a
Amazon estão tendo problemas. Como o sr. vê o comercio
eletrônico nos dias de hoje no mundo?
Jack London O fato de serem pioneiras
não garante a essas empresas uma posição de sucesso
permanente. O que estamos vendo é o surgimento de uma
segunda geração de empresas de comércio eletrônico,
que se caracteriza por usar as ferramentas do
e-procurement, das tentativas de misturar negócios
"reais" com virtuais e com uma grande ênfase
nos mercados de negociação entre empresas.
JC Quais as perspectivas de crescimento do
comércio eletrônico no Brasil?
JL Na América Latina, o Brasil
representa hoje 65% de todo o comércio eletrônico. Hoje
vivemos uma onda de conversão de empresas tradicionais
para a área do e-commerce, que deve garantir um
crescimento de mais de 100% anual para o comércio
eletrônico nos próximos cinco anos.
JC Como fica o Nordeste dentro desse
contexto?
JL Acredito firmemente que o Nordeste
pode ser a região mais beneficiada com o crescimento do
e-commerce, que é a única forma de comércio onde
pequenas e médias empresas têm chances de sucesso sem
grandes investimentos e onde o fato de não estar
fisicamente no Sul/Sudeste não se reflete em nenhum
diferencial de competitividade.
JC Qual será, na sua opinião, o segmento
que irá se sobressair no mundo virtual na próxima
década?
JL Sem a pretensão de ter uma bola de
cristal, acho que a próxima década verá o crescimento
vertiginoso dos sites de conteúdo em especial, os
portais locais ou localizados e as aplicações na área
da educação e os sites de serviços, que agregam
valor ou respondem a uma necessidade do usuário de uma
maneira que a economia real não pode fazer.
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