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COMÉRCIO
Empresas exportam soluções corporativas

O Brasil dá, este mês, mais um passo para consolidar sua imagem de produtor de softwares e soluções para Internet, com a internacionalização de duas empresas cariocas. A DSC Tecnologia e a Interquadram estão implantando subsidiárias em Portugal e nos Estados Unidos para exportar tecnologia em telecomunicações via Internet e aplicações ERP.

A DSC Tecnologia se lança no mercado americano com uma nova unidade de negócio: a e-DSC, voltada para o fornecimento de serviços e soluções de gestão e planejamento para operadoras de telecomunicações via Rede. Isso será feito através de provedores Aplication Services Provider (ASP).

O software de administração corporativa criado pela DSC permite ainda que a empresa possa armazenar arquivos diretamente no servidor oferecido pela e- DSC, garantindo mais espaço e agilidade.

A criação do escritório da DSC nos Estados Unidos é, para o presidente da empresa, Enio Garbin, o primeiro passo para penetrar em outros países.

“Esse modelo de negócios deverá facilitar nossa entrada em outros mercados, como a Ásia e África, além do resto da América Latina, a partir da nossa base a ser montada nos Estados Unidos”. Ele também vê outras vantagens: “O escritório será responsável pela operação do portal da e-DSC em escala internacional, já que todos os produtos e serviços estarão à disposição para aquisição na Web”. A empresa aposta alto na DSC International e espera um retorno de 50% no faturamento anual.

ERP – A Interquadram é especializada em soluções ERP e é uma da principais empresas do ramo no País. O diretor-geral da empresa, Roberto Rêgo, acredita que a implantação do escritório em Portugal será a ‘ponta-de-lança’ para o que classifica como a operação européia.

A Interquadram já contabiliza seis clientes naquele país que, juntos, foram responsáveis por um crescimento de 70% do faturamento da empresa em 2000 em relação ao mesmo período do ano passado. Caso o índice venha a ser mantido até o final do ano, o resultado dessa incursão européia pode chegar a R$ 51 milhões.

“Até o próximo ano, pretendemos entrar na França, Itália e Espanha”, conta o diretor-geral. Roberto Rêgo adianta ainda que a Interquadram também está implantando uma frente de negócios nos Estados Unidos. (A.L.A.)

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Jornal do Commercio
Recife - 09.08.2000
Quarta-feira