LG_jc.gif (3670 bytes)

GAME
Soulbringer exige atenção extrema e milhares de cliques no mouse

por Gustavo Belarmino
gus@jc.com.br

Existem aquelas pessoas para as quais um jogo é apenas um passatempo sem exigir maiores dedicações. Outras gastam uma grana para, literalmente, mergulhar no mundo do faz-de-conta. E se perdem nele, desvendando cada detalhe do cenário, cada passo e fala do herói. Soulbringer (ou ‘o que traz almas’) é um desses RPGs que chegam para conquistar essa segunda turma. Distribuído no Brasil pela Infogrames, o título foi uma das novidades anunciadas durante a Fenasoft, há duas semanas, em São Paulo.

Com toques medievais, o jogo foi pensado para prender os fãs legítimos da categoria em frente ao micro por várias horas a fio. Ou melhor, por 40 horas ininterruptas de ação e aventura (se é que alguém consegue tudo isso), na qual o jogador percorre mais de mil anos da história antiga, lutando e interagindo com cerca de 60 personagens diferentes, entre seres mágicos, animais selvagens e pessoas comuns das cidades visitadas.

Para o bom e paciente jogador de RPG, o ideal é entender o início da história. Na trama, você incorpora a personagem Soulbringer, um herói desbravador que tem como missão aprisionar os seis demônios Revenants, presos no passado por seu tio, o feiticeiro Harbringer. O jovem herói precisa viajar para a cidade de Madrigal, onde começa, de fato, a aventura. Daí, você tem pela frente a chance de percorrer desertos, planícies congeladas e ruínas mal-assombradas, em busca das respostas, entre mortos e vivos, para encaixar o quebra-cabeça.

O enredo vem ancorado com um gráfico bastante rico em detalhes. No primeiro estágio, que se desenrola na neve, é possível ver os flocos caindo e ainda as pegadas no chão, que ficam marcadas como uma trilha para indicar o caminho já visitado. A sombra e a iluminação dão um toque mais realístico à aventura. Essas características poderiam ser ainda mais interessantes não fossem alguns percalços no início do game.

O primeiro é a adaptação à visão das câmeras. De acordo com o lugar em que a personagem está, a lente vai focalizá-la de diferentes ângulos, dando uma certa tontura vez por outra. O controle da personagem é feito quase totalmente através do mouse, o que afasta muitos gamers que adoram os atalhos do teclado. Afora isso, é também muito fácil se perder no cenário do jogo. Em certos lugares, você não tem a menor idéia se já passou ou não, porque as outras áreas são escurecidas automaticamente.

Para quem domina o inglês e não quer um jogo no qual a história é trocada pela pancadaria – apesar de ter muita em Soulbringer –, o título pode ser mais uma opção para a estante.

Concorra ao game Soulbringer, numa parceria do Caderno de Informática do JC/JC OnLine. Para participar, basta enviar e-mail, com nome, endereço, profissão e telefone dizendo o qual o tipo de site que você costuma visitar e o porquê.

SERVIÇO

info@jc.com.br

________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 09.08.2000
Quarta-feira