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JC NAS RUAS
Cláudia Lucena

É futilidade demais

A Polícia Civil bem que poderia se dar ao trabalho de organizar uma estatística para contabilizar os assassinatos por motivos fúteis (é assim que os agentes costumam classificar nos livros de ocorrências muitos desses crimes, sobretudo quando desconhecem a causa). Homicídios que têm origem em questões insignificantes acontecem, quase que diariamente, em todo o Estado. Mas estatística, como se sabe, nunca foi o forte da polícia. Evoluiu um pouquinho. No entanto, está muito longe do ideal. Se houvesse interesse, seria possível catalogar casos curiosos e, ao mesmo tempo, chocantes, nos inquéritos encalhados na Delegacia de Homicídios. Independentemente de se chegar aos autores dos crimes e puni-los, as histórias serviriam, sem dúvida, de excelente fonte de pesquisa. A maioria dos assassinatos por motivos banais acontece, principalmente, nas áreas onde as pessoas têm pouco ou nenhum acesso à educação. Por isso mesmo, elas se matam por causa de um copo de cachaça, por um par de tênis, ou por cobiça da mulher do próximo (e do homem também). E há muitos outros motivos insignificantes. Entretanto, é provável que, pelo fato de ocorrerem em comunidades carentes, essas ‘banalidades’ ainda não recebam a merecida atenção da polícia. E organizar estatística para crime fútil seria luxo.

Ponte perigosa

A ponte de acesso (o único, é bom que se diga) à Ilha de Deus, na Imbiribeira, é um perigo. E as fendas representam o principal obstáculo aos moradores da comunidade. À noite, sobretudo, o risco é total por causa da ausência de iluminação. Uma mulher foi vítima, recentemente. Ela não enxergou a abertura na madeira e caiu no rio. Não se afogou, mas se machucou tanto, que precisou levar 32 pontos numa das pernas. A população desafia os políticos em campanha a fazerem uma caminhada pela ponte.

Confusão 1

O professor universitário Antônio Rocha provocou a maior confusão com a equipe do JC que apurava, ontem, na Cidade Universitária, uma reportagem sobre saneamento. Tudo porque não queria ser fotografado. Apesar de o direito ter sido respeitado, Rocha cismou que o fotógrafo Chico Bezerra havia registrado a imagem dele.

Confusão 2

Rocha não acreditou que Chico Bezerra só havia tirado a foto de um esgoto. Levou o crachá da repórter para dentro de casa, anotou nome e número da identidade. A confusão aumentou quando tentou tomar o crachá do fotógrafo. Rocha só liberou o documento na presença de uma testemunha. Esse homem está na profissão errada...

Obra foi programada para “logo”

A Emlurb informa aos moradores das ruas ministro João Alberto e Gercino de Pontes, na Caxangá, que está programando a terraplanagem daquelas áreas. Só não diz quando isso vai acontecer...

Outra providência da Emlurb

O pessoal da Emlurb também informa que providenciou a substituição da lâmpada de um poste da Rua J.A. Silveira, na Madalena. O leitor Paulo Sáfadi espera que, desta vez, o serviço dê certo.

Fim da validade

A EMTU informa que a carteira de estudante 99 só vale até hoje, para o carregamento do Passe Fácil. A partir de amanhã, os alunos terão de apresentar o novo documento, para carregar os cartões. A EMTU também lembra que 5% das carteiras foram solicitadas com atraso. Portanto, a empresa tem um prazo se 50 dias para entregá-las.

É a parceria...

A Gerência Metropolitana de Esgotos da Compesa informa que executou o serviço na descida do viaduto da Avenida João de Barros. Mas a reposição do asfalto será feita pela Emlurb, conforme prevê a parceria entre a PCR e a Compesa. Parceria que, diga-se de passagem, não tem dado muito certo.

Curso de espanhol

O Centro Educacional e Comunitário da LBV oferece 25 vagas para um curso gratuito de espanhol. Destina-se a pessoas de baixa renda que pretendem atuar na área de hotelaria e turismo. Os candidatos devem ter, no mínimo, 18 anos, estar cursando ou ter completado o ensino médio. Informações: 423.0909/0302.

Sem estágio

Adriana Miranda, uma estudante de Medicina Veterinária, diz ser quase impossível encontrar estágio ou emprego na profissão, assim como em Zootecnia. Segundo ela, não há ofertas no IEL, Ciee, nem na Fadurpe. Embora existam, no Recife, muitos locais que poderiam receber os estudantes desses cursos.

email: claudia@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 15.08.2000
Terça-feira