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Regina Pitoscia

Bolsa tem alta de 2,39%

O mercado de ações iniciou bem a semana. A Bolsa de São Paulo fechou o pregão com valorização de 2,39%, após encerrar o de sexta-feira com alta de 3,33%. O avanço de 5,80% em apenas dois pregões ampliou o ganho no mês para 8,24%. O acumulado no ano está em 4,21%. O volume acompanhou a alta das ações, com expansão de 6,14% sobre o de sexta, para R$ 909,097 milhões ou US$ 503,655 milhões.

A valorização foi sustentada pelo avanço das principais blue chips, menos das ações da Petrobras. Em período de reacomodação, após a venda pulverizada das ações ordinárias da estatal pelo Governo, Petrobras ON recuou 0,38%, para R$ 51,30, e a PN, 0,40%, para R$ 49,70. Juntos, os dois papéis tocaram 17,1% do volume à vista, bem menos da metade do giro das últimas semanas.

A desconcentração é bem-vista pelos analistas, na medida em que o interesse dos investidores está recaindo sobre um universo mais amplo de papéis. A maior procura por ações foi estimulada pelo repentino otimismo do mercado com possível corte do juro na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa dia 22 e termina dia 23.

A contínua redução dos juros combinada com a aceleração da inflação, embora tida como circunstancial, reforça o apelo das ações. A expectativa é de que, com o encolhimento do juro nominal e real nas aplicações de renda fixa, o investidor migre para o mercado de ações atrás de maior rentabilidade. A movimentação do investidor, no entanto, ocorreria apenas à medida que as ações retomem uma valorização que persista por um período mais longo.

Há sinais também de maior trânsito do capital estrangeiro nos pregões. A melhora na percepção do risco Brasil, após a troca dos títulos da dívida externa renegociada por papéis novos com prazo de 40 anos e a bem-sucedida venda das ações da Petrobrás no exterior, trouxe de volta o apetite do investidor estrangeiro por títulos e ações do País.

A alta das ações nos EUA também contribuiu para a valorização da Bolsa paulista. O Nasdaq, índice da Bolsa eletrônica, avançou 1,58% e o Dow Jones, 1,35%.

TENDÊNCIAS – Contratos de juro futuro negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) indicam para agosto taxa de 16,31% ao ano (1,39% efetiva ao mês), abaixo dos 16,26% ao ano registrados na sexta- feira. A projetada para setembro recuou de 16,33% ao ano para 16,11% (1,19% ao mês). Contratos de dólar futuro apontam, em relação à cotação de R$ 1,8050 à vista, alta de 0,50%, para R$ 1,8141, até 31/8, e de 1,20%, para R$ 1,8267, até 30/9. Índice Bovespa (IBovespa) futuro subiu 2,81%, e sugere valorização em relação ao mercado à vista de 0,59%, para 17.915 pontos, até quarta-feira.

Dólar
As cotações recuaram no mercado paralelo e subiram no comercial. O paralelo foi negociado por R$ 1,897 para compra e por R$ 1,917 para venda, com desvalorização de 0,16%, e o comercial apurou alta de 0,28%, comprado por R$ 1,803 e vendido por R$ 1,805, no fechamento dos negócios.

Ouro
O ouro movimentado na BM&F fechou o pregão cotado por R$ 16,73 o grama, com valorização de 0,42%. O volume negociado foi de 46 kg. No mercado de Nova Iorque, na Comex, a onça-troy de ouro foi cotada por US$ 274,40 nos contratos para liquidação em agosto.

Bolsa
As cinco maiores altas, entre as 54 ações do Índice Bovespa (IBovespa), foram Embraer ON, 8,4%; Tele Centro Oeste PN, 7,2%; Embraer PN, 5,7%; Tele Celular Sul PN, 5,4%; e Embratel Participações ON, 5,3%. As maiores baixas, Copesul ON, 4,3%; Bradespar PN, 4,2%; Copene PNA, 1,4%; e Souza Cruz ON eTransmissão Paulista PN, 1,1%.


Jornal do Commercio
Recife - 15.08.2000
Terça-feira