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SUCESSO NO MUNDO
A nova peça dirigida por Hector Babenco está mais perto dos palcos recifenses

Na distância entre o amor e a cabeça sempre confusa do ser humano, existe um espaço cheio de decisões precipitadas, cenas clichés e reações estranhas. Para identificar essa região geográfica que delimita o amor e suas intempéries, o inglês Patrick Marber escreveu a peça Closer, um texto que já passou por 25 países com uma propaganda que diz: “a melhor radiografia das relações amorosas, sexuais e afetivas deste fim-de-século”. No Brasil, a montagem recebeu o nome de Mais Perto, e tem como protagonistas nada menos que Renata Sorrah e José Mayer dirigidos por alguém que há tempos estava acostumado somente às lentes do cinema: Hector Babenco. Toda esta constelação de nomes chega ao Recife no dia 1º de dezembro para a, ainda distante, mas tão esperada estréia de Mais Perto na cidade.

A montagem será encenada nos dias 1 e 3 de dezembro, no recém re-inaugurado Teatro do Parque. Além da já listada ficha técnica, outros nomes conhecidos estão pelas coxias desta peça: Gringo Cardia responde pelos cenários, Rita Murtinho nos figurinos, Maneco Quinderé na iluminação, Márcia Rubin na orientação corporal e tradução de José Almino. O texto de Closer é frequentemente comparado a grandes clássicos do teatro contemporâneo, como Um Bonde Chamado Desejo, de Tenessee Williams, e Quem Tem Medo de Virginia Wolf?, de Edward Albee.

Apesar de lidar com problemas típicos de qualquer relação amorosa atual, a peça é mais crua e simples do que se espera. Seu personagens despejam verdades muitas vezes constrangedoras entre eles e, principalmente, entre o público. E foi justamente essa simplicidade da verdade dita sem mistérios que fascinou o diretor Hector Babenco, que volta a comandar uma peça depois de ter se concentrado durante décadas no cinema. Tanto no Rio, como em São Paulo, a peça garantiu casa cheia em todos os dias. Em Recife, os ingressos só começam a ser vendidos a partir de novembro.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.10.2000
Domingo