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DOE VIDA
O MANGUE QUE O RECIFE NÁO VÊ

Os moradores das áreas alagadas se equilibram em palafitas, num malabarismo que só mesmo a arte de sobreviver ensina. Além disso, praticamente não dispõem de infra-estrutura básica, como saneamento e sistema viário. Em compensação, desfrutam de uma paisagem privilegiada. São vistas de rios, mangues e coqueirais que se espraiam no horizonte, praticamente sem a interferência das construções verticais. Os nomes de alguns desses lugares, de difícil acesso e sem segurança, dão a idéia do contraste entre sua beleza e pobreza: Mangue Seco, Ilha de Deus, Ilha do Destino, Caranguejo e Beira Rio. A reportagem, de Verônica Falcão.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.10.2000
Domingo