![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
CORPORAÇÃO PMs rejeitam proposta do Estado e decidem sobre greve quinta-feira Cerca de cinco mil policiais militares com ânimos bastante exaltados lotaram a quadra do Instituto Educacional de Pernambuco (IEP), ontem, e rejeitaram a proposta do Governo do Estado de adiar as discussões sobre melhorias salariais para a categoria até 31 de janeiro de 2001. O secretário estadual de Administração e Reforma do Estado, Maurício Romão, bem que tentou convencer os militares a ter um pouco mais de paciência, mas foi vaiado diversas vezes. A Associação dos Cabos e Soldados (ACS) marcou para quinta-feira uma nova assembléia, quando deverá ser decidido se a categoria entra ou não em greve. Apesar do impasse na questão financeira, o governo já aceitou algumas reivindicações dos policiais, como a confecção de uma nova carteira de identificação com direito a porte de arma, a reserva de 50% das vagas dos concursos da PM para os militares mais antigos e alterações nas penalidades previstas pelo código disciplinar. No entanto, os PMs rejeitaram a proposta de escala de trabalho de 24 por 48 horas e o adiamento das negociações para reajuste dos soldos. Maurício Romão explicou que se o Governo do Estado atendesse a reivindicação de aumento da remuneração básica dos policiais militares, a folha salarial da PM saltaria dos atuais R$ 27 milhões para R$ 54 milhões. Vocês todos estão acompanhando as dificuldades do Estado para pagar o 13º salário do funcionalismo. O governador reconhece o mérito das reivindicações, mas a proposta original precisa ser repensada, disse. Em resposta às explicações
do secretário, os militares passaram a gritar palavras
de ordem e deram as costas ao representante do Governo do
Estado. Um coro de cinco mil vozes passou a gritar:
Cumpra a lei, senão eu já parei e PM
unida jamais será vencida. No final da manifestação,
a ordem era uma só: Greve, greve, greve. |
|