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SOBREVIÊNCIA III
Urbanização está à frente do turismo nas áreas de mangue

Mangue Seco, Ilha de Deus, Ilha do Destino, Caranguejo e Beira Rio estão em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), denominação dada às ocupações irregulares passíveis de serem consolidadas por meio de implantação de infra-estrutura e regularização da posse da terra. Ao todo, o Recife conta com 66 Zeis.

“O turismo não é descartado, mas a urbanização dessas áreas está na frente”, diz a assistente social Verônica Freire, coordenadora da Divisão de Gestão das Zeis. A urbanização prevê obras de saneamento básico, sistema viário e criação de espaços coletivos. Para fazer isso nas 66 Zeis, a prefeitura dispõe de um fundo anual de R$ 4,3 milhões. O próprio diretor de Integração Urbanística, Pedro Montenegro Neto, ao qual a divisão das Zeis está subordinada, afirma que o dinheiro é insuficiente para solucionar os problemas das comunidades. “mas há recursos complementares, tanto federais como municipais”, afirma.

O plano urbanístico começa com o levantamento topográfico e a pesquisa socioeconômica. “Depois são executadas as obras físicas”, conta Verônica. Algumas vezes é necessário fazer a relocação de algumas famílias, para permitir a abertura do sistema viário. “Defendemos que essas pessoas permaneçam no local”, diz Verônica Freire.

Essa determinação técnica, de acordo com Montenegro, será seguida na Ilha do Destino, que está no caminho da Linha Verde, o projeto viário da prefeitura que prevê a ligação dos viadutos Joana Bezerra e Tancredo Neves, para desafogar o trânsito da Zona Sul do Recife. “Não haverá desapropriações. A população será relocada, mas para uma área próxima”, garante o diretor. O projeto está na fase de elaboração do EIA/Rima, o Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo relatório.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.10.2000
Domingo