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URBANISMO
Igrejas desaparecem para dar passagem a grandes avenidas

Em nome de reformas urbanas, mais especificamente para abertura de grandes avenidas, o Recife viu desaparecer três igrejas católicas que contavam diferentes momentos da história da cidade. A Igreja do Corpo Santo, primeira a ser destruída, surgiu com a povoação do Recife. A segunda demolida, Igreja de Nossa Senhora do Paraíso, era uma representante do estilo neogótico na capital. E a última, a Igreja do Bom Jesus dos Martírios, era a única do Brasil construída totalmente por escravos.

As portas, o sino, a tela da nave central e outras peças da Igreja dos Martírios estão expostos no Museu da Cidade do Recife. Dessas edificações quase nada sobraram, “senão a lembrança e a consciência de que o patrimônio construído por uma comunidade merece respeito e todo o esforço, independentemente de qualquer idéia passadista ou preservadora, deveria ter sido feito para salvá-las”, declara José Luiz Mota Menezes, uma das maiores referências em evolução urbana no Recife. Ele afirma que havia planos alternativos que conciliavam as edificações com os traçados das novas avenidas, mas todos foram ignorados.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.10.2000
Domingo